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Cemig vira alvo de disputa e cobrança entre nomes fortes dos governos Lula e Zema

Alexandre Silveira cobrou do Governo de Minas mais investimentos da estatal; Mateus Simões rebateu e citou sucateamento da empresa

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Alexandre Silveira e Mateus Simões dividiram palco durante cerimônia do governo federal em Belo Horizonte • Uarlen Valério / MME

Lado a lado no palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cerimônia desta sexta-feira (28), em Belo Horizonte, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD) e o vice-governador Mateus Simões (Novo) falaram sobre os planos para a Cemig e trocaram cobranças públicas sobre a estatal mineira.

Em discurso, Silveira cobrou do governo Zema maiores investimentos da Cemig e afirmou que o estado pode ajudar o governo Lula na implementação do programa Luz para Todos. Ele citou Simões ao pedir ajuda para “acelerar os investimentos” na estatal.

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“Aproveito a presença do vice-governador Mateus Simões para pedir ajuda. Nós conversamos com a Cemig para que possamos eliminar de vez a pobreza energética em Minas Gerais. E a Cemig nos respondeu que não existem mais residências a serem ligadas em Minas no programa Luz para Todos. Mas, andando pelo Norte de Minas, pude ver muitas residências sem luz, de quilombolas, de ribeirinhos, de pessoas humildes, que precisam voltar para o Luz para Todos”, afirmou o ministro do governo Lula.

A fala de Silveira foi marcada por alfinetadas no governo de Romeu Zema (Novo), com cobranças sobre o respeito ao funcionalismo público do estado. Em vários momentos, a plateia gritou “Fora Zema”.

O ministro de Lula afirmou que o governo estadual precisa ter atenção com as comunidades quilombolas e ribeirinhas que sofrem com a falta de luz.

“Que a Cemig nos ajude a voltar a anunciar o Luz Para Todos em Minas Gerais para as pessoas humildes do nosso estado. A Cemig precisa, Mateus, aumentar seus investimentos. Temos uma região do estado, o Noroeste, que precisa de força. Vamos acelerar a Cemig para acelerar o desenvolvimento de Minas Gerais”, concluiu Alexandre Silveira.

Sucateamento e retorno de investimentos

Sobre a Cemig, Simões rebateu as falas de Silveira e afirmou que desde o início do governo Zema a estatal voltou a ter um plano de investimentos.

“A Cemig, nós todos sabemos, passou por um processo de sucateamento terrível ao longo dos últimos 15 anos. Nós conseguimos recolocar o plano de investimentos da Cemig de pé. Vamos dar os números, a Cemig tem 500 subestações, foi nosso governo que construiu 100 delas. Estamos com 30 mil quilômetros de rede trifásica em andamento. Entendo a aflição do ministro, mas não é fácil consertar 20 anos sem falta de investimento. A Cemig passou anos investindo na Bahia, na Light, no Rio de Janeiro, em usinas no Norte do país, ao invés de investir em Minas Gerais. Desfizemos esse cenário e estamos investindo em Minas, mas isso leva tempo”, afirmou o vice-governador.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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