Carnaval: Valdemar Costa Neto foi ‘pivô’ da foto de Itamar com modelo sem calcinha; caso faz 30 anos
Coube a político do PL levar, para o camarote da presidência na Sapucaí, a modelo Lilian Ramos

Presente nas manchetes nos últimos dias por ter sido preso — e posteriormente solto — em uma operação da Polícia Federal (PF que investiga uma tentativa de golpe de Estado, o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, também estava nas capas de jornais e revistas no Carnaval de 1994. Ele estava no centro da repercussão da polêmica foto do então presidente da República, Itamar Franco, com a modelo Lilian Ramos. A mulher aparece sem calcinha nas imagens.
O caso aconteceu durante o desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Lado a lado, Itamar e Lilian foram clicados conversando e aproveitando a festa no Sambódromo. Eles estavam no camarote presidencial.
"Cumprimentei Itamar e disse que outras três pessoas queriam conhecê-lo. O próprio presidente autorizou a entrada”, disse, em entrevista à Folha de S. Paulo em 18 de fevereiro de 1994, poucos dias após a foto que abalou as estruturas da República.
Na mesma entrevista, o político do PL fez uma espécie de reflexão sobre o acontecido. "Jamais passou pela cabeça dela que ia dar nisso aí".
A versão de Lilian Ramos
Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, Lilian garante que não estava sem roupa íntima. Ela afirma que, à ocasião, estava vestindo um collant cor de pele — o que teria proporcionado a ilusão de ótica.
Pouco tempo após a foto, Lilian Ramos foi para a Itália. Ela acabou se estabelecendo na Europa e, agora, vive em Roma, onde trabalhou como modelo. Em 2016, à RecordTV, ela contou ter optado por sair do Brasil por causa do “medo” da repercussão do caso.
“Entrei um pouco em depressão, fui a uma praia do Ceará, me isolei por dez dias. E pensei, 'o que eu tô fazendo?' Eu não fiz nada de mais. Por que eu devo me esconder?”, recordou.
Itamar Franco morreu em 2011. À época, ele era filiado ao PPS - hoje rebatizado de Cidadania - e senador por Minas Gerais. Depois de deixar a presidência e emplacar Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como sucessor, chegou a ser governador de Minas Gerais pelo PMDB — que “perdeu” o “P” e, agora, é chamado apenas pela sigla MDB.
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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.



