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Eduarda Campopiano é denunciada ao MP-SP por transfobia e violência política após ataque a Erika Hilton

Representação, apresentada pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL-SP), foi protocolada no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo

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Eduarda Campopiano (PL-SP) • Reprodução | Redes Sociais

A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), nessa segunda-feira (5), por transfobia e violência política de gênero contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A representação, apresentada pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL-SP), foi protocolada no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP.

A motivação da denúncia foi uma publicação nas redes sociais na qual Campopiano chamava a deputada federal de "homem biológico". No post, a deputada eleita do Partido Liberal (PL) perguntava diretamente a Erika: "como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?".

O contexto da fala é o resultado das eleições deste domingo (4). Campopiano foi a deputada mais votada ao legislativo estadual recebendo 1.956.238 votos, enquanto Erika foi reeleita à Câmara dos Deputados com 1.596.472 votos, ficando na segunda colocação atrás de Lucas Pavanato (PL) que teve 3.038.438.

A ação movida por Favero sustenta que o episódio se enquadra nos crimes de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero, por se tratar de ataque dirigido à identidade de gênero de uma mulher que exerce mandato eletivo. Com isso, a representação pede ao MPSP a instauração de inquérito policial e a responsabilização de Campopiano.

Procurados pela CNN, Eduarda Campopiano, Erika Hilton e o MPSP não se manifestaram até o momento. O espaço segue aberto.

Maria Eduarda Campopiano Monteiro, de 23 anos, foi a candidata mais votada para deputada estadual de São Paulo nas eleições de 2026. Ela recebeu mais de 1,9 milhão de votos, à frente de Eduardo Suplicy (PT), que teve 653.753 votos para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Natural de Campinas, em São Paulo, Eduarda ganhou projeção a partir de 2021, quando passou a manifestar suas posições políticas nas redes sociais. Filiada ao PL, Campopiano também foi comentarista do programa Linha de Frente, da Jovem Pan, onde analisava pautas políticas em 2023.

Em 2024, foi eleita vereadora de Praia Grande, em São Paulo, com 3.589 votos, e ficou na quarta colocação entre os candidatos mais votados. A parlamentar tem posicionamento contrário a pautas e candidatos de esquerda e reforça isso em publicações e manifestações públicas.

Entre as bandeiras defendidas publicamente pela deputada eleita, está a criminalização do aborto. Ela também se autointitula como a "inimiga número um das feministas".

Em 2025, Campopiano foi autora de um projeto de lei que prevê a vedação da nomeação ou contratação, para determinados cargos e empregos públicos, de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças ou adolescentes.

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