Caetano Veloso desmente senador do PL que o mencionou em sabatina de Jorge Messias
Senador Marcio Bittar afirmou que o cantor pegou em armas durante a ditadura militar; presidente da CCJ rebateu a acusação

Caetano Veloso se pronunciou após ser mencionado na sabatina de Jorge Messias no Senado, nesta quarta-feira (29). O senador Marcio Bittar (PL-AC) afirmou, durante a sessão, que o cantor teria pegado em armas durante a ditadura militar, mas foi corrigido pelo também senador Otto Alencar (PSD-BA).
"Meu agradecimento ao senador por restabelecer a verdade e desfazer mais uma fake news repetida com tanta convicção. Tenho horror a armas! Como bem foi dito, me muno apenas do violão, da palavra e da canção. Abraçaço", escreveu o artista.
Na ocasião, Bittar declarou: "Fernando Gabeira e até o Caetano Veloso, em um momento de lucidez, admitiram isso. Os dois disseram isso: 'Nós não lutávamos pela democracia, lutávamos pela implantação da ditadura do proletariado'. E, em nome disso, pegaram em armas. Foram para a guerrilha urbana e rural. Mataram pessoas, fizeram justiçamento, e todas foram perdoadas e anistiadas em 1979".
Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por sua vez, corrigiu o senador: "Apenas peço que Vossa Excelência retire da sua fala. Caetano nunca pegou em armas, só pegou a vida inteira no violão".
Comissão do Senado aprova Jorge Messias para vaga no STF
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O plenário do Senado ainda precisa votar e dar aval ao nome. O placar foi de 16 a 11 para aprovação da indicação.
O escolhido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda precisa ter seu nome confirmado pelo plenário da Casa, onde são necessários 41 votos para que ele assuma a vaga na Corte. A previsão é que a votação aconteça ainda hoje. Messias é a terceira indicação do governo Lula para o STF neste mandato. Antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino chegaram à Corte.
André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.
