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BR-381: governo federal assina ordem de serviço nesta segunda-feira (30)

Ministro dos Transportes assina nesta segunda-feira (30) a autorização para início das obras de duplicação da BR-381

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BR-381 • Edsom Leite/Ministério dos Transportes

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), assina na manhã desta segunda-feira (30) a ordem de serviço que autoriza o início das obras de duplicação na BR-381, entre o trevo de Ravena e o município de Caeté.

O início da obra, que será executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), estava previsto para o ano passado, mas após dois adiamentos ela ficou para 2026.

O trecho onde começarão as obras é parte do lote 8A, de aproximadamente 30 quilômetros de extensão. Já o lote 8B, que vai até o Anel Rodoviário de Belo Horizonte, ainda está em fase de elaboração de projetos.

Responsabilidade do DNIT

A parte sob responsabilidade do DNIT foi retirada do projeto de concessão que vai até Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, que foi entregue à iniciativa privada em 2025. A concessionária Nova 381 assumiu apenas o trecho entre Caeté e Governador Valadares.

No trecho mais próximo da capital mineira o órgão federal está encarregado das obras de duplicação, bem como das desapropriações e do reassentamento das famílias.

O DNIT terá o prazo de oito anos para concluir as obras de duplicação. Após a finalização, o trecho entre Caeté e Belo Horizonte será transferido para a Nova 381, que passará a ser responsável pela manutenção e operação de 100% da BR-381 Norte.

Entre as melhorias previstas estão serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização e a construção de estruturas como viadutos e passarelas. O segmento concentra elevado volume de tráfego, com circulação diária de milhares de veículos, incluindo transporte pesado de cargas.

Histórico de atrasos

A ordem de serviço para as obras de duplicação da BR-381 já foram assinadas pelo governo federal e pelo DNIT há mais de 10 anos. Em 2014, ano em que se reelegeu presidente da República, a então presidente Dilma Rousseff (PT) autorizou o início das obras na "Rodovia da Morte".

As empresas começaram os trabalhos para a duplicação, mas, com cortes orçamentários, a obra entrou em ritmo lento a partir de 2015 e foi completamente paralisada em vários trechos a partir de 2016. Em 2019, o governo federal conseguiu concluir alguns trechos e liberou as primeiras partes da duplicação, no trecho entre Roças Novas e São Gonçalo do Rio Abaixo.

 

 

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.