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Bônus natalino e auxílio-creche: veja penduricalhos cortados pelo STF

Corte fixa teto de 35% sobre benefícios extras e manda suspender pagamentos considerados inconstitucionais

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O plenário do STF durante sessão
O plenário do STF durante sessão • Gustavo Moreno/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, extinguir uma série de benefícios extras — conhecidos como “penduricalhos”, pagos a membros do Judiciário e do Ministério Público. Entre eles estão o bônus natalino e o auxílio-creche.

Esses benefícios, somados aos salários, frequentemente ultrapassavam o teto constitucional do funcionalismo, dando origem aos chamados supersalários.

Na decisão desta quarta-feira (25), os ministros também estabeleceram um limite para o pagamento dessas verbas. A partir de agora, o total dos penduricalhos não poderá ultrapassar 35% do teto do funcionalismo público, atualmente em R$ 46,3 mil.

Além disso, o STF declarou inconstitucionais diversos auxílios criados por meio de resoluções administrativas, leis estaduais ou decisões judiciais locais, determinando a suspensão imediata desses pagamentos.

Benefícios suspensos

Entre os penduricalhos extintos pela Corte estão:

  • bônus natalino;
  • auxílio-creche;
  • auxílio-combustível;
  • auxílio-moradia;
  • auxílio-alimentação;
  • auxílio-natalidade;
  • licença compensatória por acúmulo de acervo;
  • indenização por acervo;
  • gratificação por exercício em localidade específica;
  • licença compensatória por funções administrativas e processuais;
  • licença de folga proporcional (um dia a cada três trabalhados);
  • assistência pré-escolar;
  • licença remunerada para cursos no exterior;
  • gratificação por encargo de curso ou concurso;
  • indenização por serviços de telecomunicação.
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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.