Bolsonaro segue com restrições no ombro e ainda não é liberado para fase ativa da fisioterapia
Informação consta em relatórios encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não recebeu autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia no ombro direito, cerca de um mês após passar por uma cirurgia na região. A informação consta em relatórios encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana.
Segundo os documentos, Bolsonaro apresenta "importante limitação de movimento do ombro direito", além de rigidez articular e restrições de mobilidade na área da cicatriz cirúrgica. A avaliação foi assinada pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino. De acordo com os profissionais, o ex-presidente estava consciente, orientado e colaborativo durante os atendimentos. Por enquanto, foi autorizada apenas uma sessão semanal de fisioterapia, voltada a mobilizações passivas da articulação.
Em outro relatório enviado ao STF, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informou que Bolsonaro não relatou dores significativas no ombro, mas apresentou episódios de queimação epigástrica associados ao refluxo gastroesofágico.
Segundo o médico, o ex-presidente continua sob tratamento para controlar crises recorrentes de soluços, com uso de medicações específicas em doses elevadas e manutenção de uma dieta com baixo teor de acidez.
Os documentos também apontam que Bolsonaro iniciou a prática de exercícios aeróbicos leves e progressivos, mantém a pressão arterial controlada e segue sendo acompanhado por conta de uma instabilidade crônica de equilíbrio, condição que motivou a adoção de medidas preventivas para reduzir o risco de quedas.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde o fim de março, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana. Antes disso, ele estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
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