Helicóptero que explodiu após colisão no ar ia para Angra; veja detalhes
A aeronave com cinco ocupantes a bordo explodiu após colidir com outra, onde estava só o piloto, indo para Jacarepaguá

Um dos helicópteros envolvidos na colisão aérea que matou seis pessoas na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, seguia para Angra dos Reis com cinco ocupantes a bordo e explodiu após atingir o solo.
A segunda aeronave, ocupada apenas pelo piloto, havia decolado do Aeroporto de Jacarepaguá e também caiu após o choque.
O acidente ocorreu por volta das 9h sobre uma área localizada no cruzamento da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos. O local, que anteriormente abrigava uma igreja, é atualmente utilizado pela montadora BYD para armazenamento de veículos elétricos e híbridos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, acionado às 8h59, a colisão aconteceu ainda no ar. Com a queda da aeronave que seguia para Angra dos Reis, houve uma explosão seguida de um incêndio de grandes proporções. As chamas atingiram dezenas de veículos estacionados no pátio e provocaram uma espessa nuvem de fumaça escura.
A força do impacto espalhou destroços por uma extensa área. Partes das aeronaves foram lançadas a mais de 100 metros do ponto principal da queda. Um dos fragmentos, correspondente à cauda de um dos helicópteros, atingiu a cobertura de um prédio residencial próximo.
As seis vítimas morreram no acidente. Em um dos helicópteros estavam cinco pessoas — o piloto e quatro passageiros. Na outra aeronave havia apenas o piloto, que também não resistiu.
Aeronaves estavam com documentação regular
O helicóptero que explodiu era um modelo Eurocopter AS350 B2, atualmente denominado Airbus H125, conhecido popularmente como Esquilo. Fabricada em 2012, a aeronave de matrícula PR-DJJ tinha capacidade para um piloto e cinco passageiros e estava registrada em nome do empresário Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias desde 2021. Não há confirmação se o proprietário estava entre os ocupantes.
De acordo com informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as duas aeronaves possuíam certificados de aeronavegabilidade válidos e estavam autorizadas a operar.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está em andamento na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). A perícia foi solicitada para o local e os agentes realizam diligências para apurar os fatos.
A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que foi acionada ao local e, durante a ação inicial, foram aplicadas técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.



