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Bolsonaro não vê Nikolas como opção para o Senado e quer Paulo Guedes como candidato em MG

Ex-presidente disse que caberá a ele a escolha dos candidatos do PL que vão concorrer ao Senado no ano que vem

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Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) • Valter Campanato/Agência Brasil

"Por exemplo, (no) Rio Grande do Sul, (em) Santa Catarina, nós temos bons nomes. Outros (estados) não têm. Minas Gerais: não temos nomes".

— afirmou o ex-presidente.

Desde fevereiro de 2024, o ex-presidente e Valdemar Costa Neto estão proibidos de ter contato por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada no âmbito da operação "Tempus Veritatis", que investigava a tentativa de golpe de Estado.

Nikolas de olho no Senado

'Não deixa a fama subir à cabeça'

Em outro trecho da entrevista, Bolsonaro falou especificamente sobre Nikolas. Na avaliação dele, o mineiro "se empolgou" com a possibilidade de a PEC ser aprovada, o que, na avaliação do ex-presidente, não deve acontecer. "Tem certas coisas que é idade. O cara para ser presidente ou senador com 30 anos (...) acho muito pouco essa idade. Acredito que o Senado não aprovaria uma PEC dessas, teria mais concorrência (para 2026). Conversei com ele (Nikolas) sobre isso: 'não deixa a fama subir à cabeça'. Ele tem a cabeça no lugar", concluiu o ex-presidente.

Apesar de também já ter sinalizado a possibilidade de disputar a Presidência, Nikolas reiterou, diversas vezes, a vontade de que Bolsonaro concorra ao cargo em 2026. “Não, eu não disputo a Presidência da República. Isso fica a cargo de pessoas muito mais experientes, pessoas que já passaram pela vida pública por uma longa data, como, por exemplo, Bolsonaro”, disse em entrevista à Itatiaia.

Bolsonaro inelegível

Por decisão de dois julgamentos em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Bolsonaro inelegível por 8 anos, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Foram cinco votos a favor a apenas dois contrários. O TSE entendeu que Bolsonaro, enquanto presidente, usou do cargo para promover uma reunião com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada.

Durante o evento, Bolsonaro fez afirmações, sem provas, sobre o sistema eleitoral brasileiro. A defesa do ex-presidente recorreu e o caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

No mesmo ano, outra ação levou à inelegibilidade não só de Bolsonaro, mas também do ex-ministro da Defesa, Braga Netto (PL).

A condenação, também por oito anos, se deve porque a Corte Eleitoral considerou que houve abuso de poder político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência.

Os advogados de Bolsonaro também recorreram e o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, rejeitou o pedido para que o caso seguisse para o STF. A defesa recorreu novamente, mas ainda não há uma definição do tribunal eleitoral.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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Editor de Política. Formado em jornalismo pela Newton Paiva e pós-graduado em comunicação empresarial pela Universidad de Barcelona (ESP). Já trabalhou no Lance!, no Diários Associados e em O Tempo.