‘Atacamos a raiz do problema’, diz Flávio Dino sobre operação da PF contra tráfico de armas
Ministro destacou o trabalho de inteligência e cooperação internacional desempenhando pela Polícia Federal durante a operação Dakovo, que identificou responsável por armar as principais facções criminosas do país

O Ministro da Justiça, Flávio Dino, destacou nesta terça-feira (05) o trabalho de inteligência e cooperação internacional feito pela Polícia Federal, que resultou na operação Dakovo. A ação, que contou com a participação de autoridades brasileiras e paraguaias, identificou o maior contrabandista de armas para o Brasil que era responsável por abastecer as duas principais facções criminosas que atuam em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Segundo Dino, a operação só foi possível graças à forma de trabalho dos investigadores, que atuam, sob direção do Ministério da Justiça, com a missão de atacar os pilares que sustentam essas organizações criminosas.
“É fundamental identificar desde a origem, o fabricante, claro, a importação, o destino ao Brasil mediante as adulterações e fraudes que foram realizadas, e a lavagem do dinheiro. Você só supera de verdade o crime organizado, e essa é a mudança paradigmática, quando você substitui o modelo ineficiente de tiros a esmo, aleatórios, que são puramente demagógicos, de fachada, e você vai a raiz do problema. E você só vai à raiz quando você consegue, de fato, retirar o fluxo de armas, de drogas e a lavagem de dinheiro. Esse é o centro de uma estratégia consciente e eficiente que nós estamos executando por intermédio da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça Brasileira”, alegou.
O trabalho da Polícia Federal, que atuou em cooperação com autoridades paraguaias, resultou em 19 prisões que foram cumpridas no Brasil e no Paraguai. Entre os presos estão o general do ar Arturo Javier González Ocampo, ex-comandante da Força Aérea do Paraguai, e que é apontado como um facilitador da entrada de armas no Brasil. Ocampo comandou a Força Aérea do Paraguai até o mês passado, quando foi colocado na reserva pelo presidente Santiago Peña.
Além das prisões, a operação realizada em parceria com o Paraguai resultou, até agora, na apreensão de 2.325 armas, entre fuzis e pistolas. A PF também apreendeu dinheiro, documentos e computadores que estavam em posse dos alvos dos mandados de prisão.
A PF estima que, desde o início das investigações, a empresa responsável por comprar as armas da Europa e revender para contrabandistas tenha importado, aproximadamente, 43 mil armas para o Paraguai e movimentado cerca de R$ 1,2 bilhão nos últimos três anos.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



