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'As pesquisas eleitorais ocupam posição de especial relevância no debate público', diz Nunes

O ministro reforça que a reunião é para orientar e reforçar a cooperação entre o tribunal e as empresas

PorBrasília
Kássio Nunes reforça papel de pesquisas eleitorais para manutenção da democracia • Antonio Augusto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, reforçou a importância das pesquisas eleitorais para a manutenção da democracia brasileira. A declaração foi feita nesta terça-feira (14), após reunião com representantes de 16 institutos de pesquisa.

“Diferentemente do que se observa em outros países, as pesquisas eleitorais ocupam posição de especial relevância no debate público. O eleitorado brasileiro atribui significativo valor às informações por elas produzidas”, disse.

Em seu discurso, o ministro reforçou que o encontro entre o tribunal e as empresas tinha a finalidade de orientar e refinar a cooperação entre eles durante as fases das eleições. O ministro endossou que, por despertarem o “legítimo interesse da sociedade”, é necessário um “rigor metodológico” principalmente nas normas para a realização dos levantamentos. 

“O objetivo desta reunião não é discutir resultados de pesquisas específicas, tampouco interferir na autonomia técnica das empresas responsáveis por sua elaboração. Pretende-se, na realidade, o fortalecimento de um ambiente permanente de cooperação”, afirmou.

"A democracia se fortalece quando os atores do processo eleitoral dialogam, quando as regras são observadas e, especialmente, quando o conhecimento técnico é colocado a serviço do interesse público", continuou. 

A expectativa era de que estariam presentes na reunião representantes da AtlasIntel, Datafolha, Quaest, Ipsos-Ipec, Ipespe, PoderData, Paraná Pesquisas e Vox Brasil. 

Suspensão de pesquisa

Os 16 institutos foram reunidos com o TSE após a suspensão, decretada por Kassio Nunes, da pesquisa realizada pela AtlasIntel. O resultado indicava queda na intenção de voto de Flávio Bolsonaro após a divulgação de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.  

De acordo com o ministro, havia indícios de possível influência indevida sobre as respostas dos entrevistados. Sua decisão foi baseada no áudio, divulgado pela imprensa, em que o pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), cobra do banqueiro Daniel Vorcaro o pagamento de milhões de reais pela produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão ainda não foi votada pela Corte. Um pedido de vista da ministra Estela Aranha adiou a decisão. A justificativa foi que tivessem mais tempo para examinar o caso.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.