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Arroz importado para cobrir prejuízo com enchentes no RS custará R$ 4/kg, garante governo

Governo estabeleceu critérios para reduzir as consequências do possível desabastecimento do item básico cuja produção foi afetada pelas enchentes

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Leilão de arroz gera crise na política brasileira • Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em resposta à possível escassez de arroz no mercado nacional, o Governo Federal anunciou nesta quarta-feira (15) os detalhes para a importação emergencial do produto. A medida é uma resposta aos impactos das enchentes no Rio Grande do Sul, que podem representar um aumento no preço do produto básico na mesa dos brasileiros.

Para esta compra inicial, foram alocados R$ 416,1 milhões, com um adicional de R$ 100 milhões destinados às despesas relacionadas à equalização de preços para a comercialização do produto. A distribuição inicial do arroz importado será direcionada para pequenos varejistas e para equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional nas regiões metropolitanas dos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Pará e Ceará, conforme estipulado na portaria.

Conforme o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, o preço estipulado para o consumidor final já foi definido. “O governo do presidente Lula garante um preço mais justo aos consumidores brasileiros: arroz a R$ 4 o quilo. Esse é o preço que o consumidor vai pagar do arroz que o governo brasileiro está importando, para abastecer o mercado nacional. Vai fazer com que diminua o custo de vida, já que o arroz é muito importante na refeição do povo brasileiro”, apontou o ministro.

O arroz importado pelo governo deverá ser empacotado em embalagem de 2 quilos padronizada, com a marca do Governo Federal. Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o intuito do governo é evitar o sobrepreço do produto nos próximos meses.

“O Governo Federal não pensa, em hipótese alguma, em concorrer com os produtores de arroz que passam por dificuldades. Nosso objetivo é evitar especulação financeira e estabilizar o preço do produto nos mercados de todo o país”, argumentou. “É arroz pronto para consumo, já descascado, para não afetar a relação de produtores, cerealistas e atacadistas”, explicou Fávaro.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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