Após repercussão, autor do PL que criminaliza o aborto quer triplicar pena para estupradores
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) anunciou nesta sexta-feira (14) que irá propor mudanças ao texto do projeto de lei que prevê a criminalização da prática do aborto após 22 semanas

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (14) que vai propor mudanças ao texto do projeto de lei que visa criminalizar o aborto após 22 semanas, inclusive para vítimas de estupro. O parlamentar, que é um dos autores do polêmico projeto, quer triplicar as penas para quem cometer o crime de estupro.
Atualmente, o Código Penal prevê pena de seis a 10 anos para este tipo de crime. Pelas redes sociais, Sóstenes afirmou que irá propor o endurecimento das penas, aumentando para 30 anos.
A Constituição Federal não prevê punição penal para abortos em caso de estupro, quando há risco de morte para a gestante e não existe outra forma de salvar a vida da mulher ou quando o feto possui anencefalia.
Pelo texto em tramitação na Câmara dos Deputados, a pena aplicada a quem praticar aborto após 22 semanas, mesmo em caso de estupro, seria equiparada a homicídio simples, que varia de seis a 20 anos de prisão.
Pela legislação atual, se fosse condenada pela prática do aborto, a mulher, vítima de estupro, poderia pegar pena máxima de 20 anos, enquanto o estuprador ficaria 10 anos na cadeia.
Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.



