Antes de reunião com Lula, Pacheco defende desvincular gastos obrigatórios do salário mínimo
Presidente do Senado participou de um evento do grupo Lide, em Brasília, antes de ir ao Palácio do Planalto

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu nesta quarta-feira (13) que haja uma desvinculação do crescimento das despesas obrigatórias da União do salário mínimo.
Ou seja, gastos como o abono salarial, o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, cresceriam em um ritmo menor que o piso salarial.
“Essa lógica de buscar valorizar o salário mínimo, que é absolutamente fundamental para o país, ela não pode, ao mesmo tempo, vincular o crescimento de despesas obrigatórias quando, na verdade, o que se exige para o Estado brasileiro é que despesas com saúde, com educação, se possam fazer mais com menos", afirmou o senador em um evento do grupo Lide, em Brasília.
Além do senador, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também deverá se encontrar com Lula em breve, apesar de nenhum convite ainda ter sido feito. O deputado alagoano também será consultado sobre as medidas de revisão de despesas.
O ministro Haddad comentou no início da semana que o avanço nas discussões do pacote de cortes depende de uma série de reuniões, sendo a principal delas marcada para esta quarta-feira (13), quando será abordada a última área que poderá sofrer ajustes: o Ministério da Defesa - responsável pelas Forças Armadas. A pasta é comandada pelo ministro José Múcio Monteiro, que se reúne com Lula às 15h.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



