Anistia pelo 8 de janeiro é novo foco de embates na Câmara
Esquerda e direita convocaram manifestações sobre a proposta que perdoa os condenados pelos ataques aos Três Poderes

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter tornado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) réu por suposta tentativa de golpe de Estado, parlamentares da esquerda e da oposição devem travar uma disputa pela anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
O texto prevê o perdão a todos que participaram de atos políticos ou eleitorais entre a data dos ataques às sedes dos Três Poderes e o dia em que a futura lei entrar em vigor. Se for aprovada, a proposta beneficia aqueles que apoiaram os atos com doações, suporte logístico, prestação de serviços ou publicações em redes sociais.
Partidos de esquerda convocaram para o próximo domingo (30), em São Paulo, uma manifestação contrária à proposta. No final de semana seguinte (6), será a vez dos apoiadores de Bolsonaro ocuparem a Avenida Paulista para pressionar pela aprovação do texto.
Uma definição sobre o futuro do projeto, no entanto, cabe ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que está em viagem à Ásia, onde acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas visitas de Estado ao Japão e ao Vietnã.
Segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), Motta se comprometeu a reunir os chefes de bancadas que apoiam a anistia na próxima terça-feira (1º) para definir os próximos passos.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



