Anestesista que estuprou mulher durante o parto tem registro cassado pelo CFM
Decisão colegiada do Conselho Federal de Medicina impede que o médico volte a exercer a profissão

O Conselho Federal de Medicina (CFM) cassou o registro do anestesista Giovanni Quintella Bezerra, que havia sido denunciado pelo estupro de uma mulher grávida durante o parto. O caso ocorreu em julho do ano passado, em um hospital da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. O médico foi indiciado por estupro de vulnerável com pena que pode chegar a 15 anos de reclusão.
A informação foi confirmada à Itatiaia pelo CFM em Brasília, que decidiu pela cassação em uma decisão colegiada nesta semana. Em julho do ano passado, o médico foi preso em flagrante pelo abuso da paciente, que ocorreu enquanto ela estava dopada e fazia uma cirurgia cesariana. Funcionários do hospital, que já estavam desconfiados do anestesista, filmaram o ato.
Segundo o CFM, não há mais nenhum recurso administrativo para o qual Giovanni possa recorrer, a não ser que ele tente reaver o registro médico na Justiça comum. Em março, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro já havia decidido também pela cassação definitiva do registro.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



