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ALMG dá aval a uso de ‘sobras’ de recursos enviados pelo governo às prefeituras

Projeto aprovado nesta terça (19) permite que gestores municipais possam aplicar recursos que, anteriormente, teriam de ser devolvidas ao Executivo estadual

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Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Assembleia Legislativa de Minas Gerais  • Sarah Torres/ALMG

Os deputados estaduais de Minas Gerais aprovaram, nesta terça-feira (19), um projeto de lei que autoriza o uso, por parte das prefeituras do estado, de “sobras” de verbas enviadas pelo governo mineiro. A ideia é que recursos enviados pelo estado a áreas locais como saúde, infraestrutura e educação, permaneçam nos municípios.

O texto, que recebeu aval em segundo turno e segue para a sanção do governador Romeu Zema (Novo), é uma espécie de complemento a uma lei sancionada em maio. À época governador em exercício, o presidente da Assembleia, Tadeu Martins Leite (MDB), colocou em vigor mecanismo que permite o uso, em saúde, de cifras que estavam “carimbadas” para um fim exclusivo.

O projeto aprovado nesta terça-feira foi apresentado pelo deputado Carlos Henrique (Republicanos). Ele é um dos líderes da base governista no Legislativo.

“Muitas prefeituras têm recursos parados nos seus cofres – e não poderiam utilizá-los. Eles deveriam devolver os recursos para o governo do estado. Eles poderão executar essa sobra em outros serviços das administrações locais – em momento difícil que as prefeituras estão passando”, disse, ao defender a proposta.

O projeto estende, para o fim de 2024, o prazo para que as prefeituras possam usar os saldos remanescentes. Segundo Carlos Henrique, a prorrogação vai dar “fôlego” ao estado na tarefa de cumprir convênios com os gestores municipais.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.