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Alckmin diz que garantir diesel e reduzir impacto da guerra são prioridades

Vice detalha subsídios, acordo com estados e reforça diálogo com setor; fala também sobre 2026 e agenda econômica

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Geraldo Alckmin, vice-presidente da república • Cadu Gomes | VPR

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo federal tem como prioridade garantir o abastecimento de diesel e reduzir os impactos da alta internacional de preços sobre a economia brasileira: “O que mais preocupa é o diesel e nesse momento, a primeira tarefa é garantir abastecimento”, disse.

Segundo ele, o aumento do combustível pressiona diretamente a inflação ao encarecer transporte e logística. O sentido é de que a hora que sobe o diesel, encarece tudo e de acordo com o vice, isso tem impacto direto na inflação.

Para conter os efeitos, Alckmin detalhou as medidas adotadas pelo governo, como a retirada de tributos federais e a concessão de subsídios. Ele também destacou a negociação com estados para redução adicional no preço: “Você diminui 0,60 e eu entro com mais 0,60. A população pode ter redução de até 1,20”, explicou. De acordo com o vice, a adesão dos estados ao acordo é majoritária. “Mais de 90% dos estados já aderiram”, afirmou.

Alckmin também reconheceu entraves com distribuidoras de combustíveis, que ainda discutem a metodologia de aplicação dos subsídios. “O caminho é o diálogo e a necessidade é de esclarecer e buscar entendimento”, disse. Ele aproveitou para criticar a estratégia adotada no governo anterior, que reduziu tributos estaduais de forma unilateral, gerando compensações bilionárias da União: “Isso custou R$ 26 bilhões”, afirmou.

Discurso eleitoral, minerais e estratégia econômica

Além da agenda econômica imediata, Alckmin também abordou o cenário político e indicou alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026.

Na área econômica estratégica, Alckmin defendeu o avanço na exploração de minerais críticos, com foco em geração de valor. “Não adianta ficar sentado em cima da fortuna. Tem que monetizar e agregar valor”, disse. Ele também citou o avanço de projetos no Congresso, como o Plano Nacional em discussão, e reforçou que o caminho para temas sensíveis, inclusive com os Estados Unidos, segue sendo o diálogo: “Não tem tema proibido, é diálogo, entendimento”, afirmou.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.