Itatiaia

Advogado de Lulinha diz que vazamentos tentam influenciar eleição

Marco Aurélio Carvalho afirma que divulgação seletiva de mensagens busca influenciar debate eleitoral; Mendonça determinou que PF apure origem dos vazamentos

PorBrasília
Reprodução | Redes sociais

O advogado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que servidores públicos estariam usando informações sigilosas de forma seletiva para tentar politizar a investigação e influenciar o debate eleitoral. A declaração foi feita após o ministro André Mendonça, do STF, determinar que a Polícia Federal apure a origem de novos vazamentos relacionados ao caso.

Em resposta à Itatiaia, Marco Aurélio Carvalho diz que trechos específicos das investigações estariam sendo retirados de contexto e divulgados com o objetivo de interferir nas eleições. Ele classificou os vazamentos como "criminosos" e afirmou que eles prejudicam a própria investigação.

"Infelizmente, esses maus servidores, ao que parece, estão buscando um caminho contrário. Tentando politizar esse inquérito, ao escolher determinados trechos específicos, tirar do contexto, vazar para determinados veículos de comunicação, tudo na perspectiva de tentar influenciar o debate eleitoral, de tentar, de alguma forma, influenciar o resultado eleitoral das eleições de 2026", afirmou.

A manifestação ocorre depois de uma série de reportagens, publicadas a partir de 17 de agosto, revelar mensagens e documentos de investigações que envolvem Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger. O próprio Mendonça citou as reportagens em decisão desta sexta-feira.

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Entre as informações divulgadas estão conversas sobre negócios com o poder público e contatos no Ministério da Saúde. Uma das linhas da investigação apura se Lulinha teria atuado para favorecer interesses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", em uma tentativa de venda ao governo de medicamentos à base de canabidiol.

A PF também apontou Lulinha, Roberta e o empresário Fernando Bittar como integrantes de um núcleo que, segundo os investigadores, atuaria de forma coordenada para tentar viabilizar negócios com órgãos públicos. A PGR, porém, afirmou ao STF que a atuação investigada não resultou na conclusão de negócios com o governo e defendeu o envio do caso à primeira instância da Justiça Federal.

O ministro André Mendonça determinou que os novos episódios sejam incluídos no inquérito policial que já apura vazamentos relacionados à Operação Sem Desconto. A investigação deve buscar identificar quem teve acesso original aos dados sigilosos e tinha o dever de preservá-los, ou quem eventualmente obteve o material de forma ilegal.

Mendonça deixou expresso que jornalistas e veículos de comunicação não devem ser alvo da investigação. O ministro também determinou que seja preservado o sigilo da fonte jornalística, garantido pela Constituição.

A decisão de Mendonça determina que a PF apure também a origem de outras notícias de conteúdo semelhante. O MPF deverá ser ouvido, e a polícia foi intimada para cumprir imediatamente a determinação.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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