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A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pelo eleitorado mineiro

Lula e Geraldo Alckmin chegam a Minas para lançar a candidatura de Patrus Ananias, quatro dias depois de Flávio Bolsonaro ter participado do ato de Flávio Roscoe

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Flávio Bolsonaro em campanha no Rio, e Lula em São Paulo
Flávio Bolsonaro e Lula • Mauro Pimentel e Nelson Almeida / AFP

Minas Gerais é, entre todos, o estado mais disputado entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Depois de lançar Flávio Roscoe (PL) ao governo de Minas, em ato nesta segunda, 17, é a vez de Lula que, ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) participam nesta sexta, 21, de um comício, na praça da Estação, ao lado de Patrus Ananias, deputados federais, estaduais, vereadores e lideranças do campo político em Minas.

Lula fez cinco viagens oficiais a Minas Gerais em 2026. Com a nova agenda, que se inicia em Governador Valadares e segue para a capital mineira, será a sexta visita, desta vez, em campanha. Lula programa para o próximo 29 de agosto outro ato dedicado a mulheres, que virão de diferentes regiões de Minas Gerais para se encontrar com ele em conversa na Serraria Souza Pinto, centro de Belo Horizonte.

Já Flávio Bolsonaro, que esteve em 2026 duas vezes em campanha por Minas, planeja retornar mais cinco vezes no primeiro turno. Minas Gerais é um estado pêndulo: em 2018 deu vitória a Jair Bolsonaro e, em 2022, venceu Lula. Em uma sucessão presidencial que será muito disputada, na qual é esperada estreita margem de diferença para o vencedor, Minas ganha particular relevância, porque tem o segundo maior eleitorado do país.

Nome de consenso na Federação PT, PV, PCdoB, Patrus Ananias unificou o campo: exceção à Rede, o PSB indicou Jarbas Soares como vice na chapa e o Psol, Áurea Carolina para a segunda vaga ao Senado. Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem é o primeiro nome da chapa ao Senado. Diferentemente da campanha de Rogério Correia (PT) à Prefeitura de Belo Horizonte de 2024, a candidatura de Patrus nasce com a coesão do campo lulista, que precisa impulsioná-lo ao segundo turno da disputa ao governo de Minas.

Liderança na corrida estadual do senador Cleitinho (Republicanos) à parte, diante de um cenário eleitoral fragmentado à direita e à esquerda, Lula trabalha para que a eleição mineira seja decidida em dois turnos. Diante da grande probabilidade de a sucessão estadual de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, se encerrar no primeiro turno, em Minas, Lula quer evitar que 2022 se repita: naquela eleição, Romeu Zema se reelegeu em primeiro turno com um discurso suave, para não espantar o eleitor “Luzema”. Mas, no segundo turno, uma vez eleito, se uniu ao bolsonarismo para isolar o campo lulista no estado. O presidente venceu em Minas, mas a diferença entre o primeiro e o segundo turno caiu de 4,69 pontos percentuais para 0,49 ponto percentual. Por tudo isso, Lula vai lutar para que Patrus alcance o segundo turno. Se não conseguir, que pelo menos a disputa seja decidida com pelo menos uma candidatura não vinculada ao bolsonarismo.

 

 

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