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8 de janeiro: condenado apanha na Papuda após comemorar dosimetria, diz defesa

Seape confirma episódio, mas afirma que briga teria sido motivada por desentendimento sobre refeições

Por e 
Invasões no 8 de janeiro
CNN Brasil

A defesa de Samuel de Faria, condenado a 17 anos de prisão pelos atos do dia 8 de janeiro, afirmou que ele foi agredido por um colega de cela no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Segundo o advogado, a agressão teria ocorrido após Samuel comemorar a possível análise, pelo Congresso, do veto presidencial ao chamado “PL da dosimetria”, que prevê a redução de penas para condenados pelos ataques às sedes dos três poderes.

De acordo com a defesa, o episódio teria sido motivado por “ciúmes” por parte do outro preso e relacionado à eventual mudança na lei, que poderia permitir progressão de regime para detentos. O caso ocorreu no dia 21 de abril.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) confirmou a agressão, mas apresentou uma versão diferente. Segundo o órgão, houve uma discussão entre os dois detentos, e um deles desferiu um tapa no rosto do outro.

Ainda conforme a Seape, o desentendimento teria sido provocado por divergências na divisão de refeições dentro da cela.

Após o episódio, os dois presos foram encaminhados ao pavilhão disciplinar e permanecem em celas separadas, cumprindo sanção administrativa.

“Mesmo não apresentando lesões ou hematomas aparentes, ambos foram conduzidos para realização de exame no Instituto Médico Legal (IML), e o fato foi devidamente registrado em ocorrência”, informou a secretaria.

Quem é o condenado

Samuel de Faria foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 17 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Samuel mora na cidade de Socorro (SP), ele foi identificado após divulgar imagens próprias durante a invasão. Segundo a denúncia, Samuel colaborou com outros envolvidos na destruição de patrimônio público dentro do Congresso Nacional.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio