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8 de janeiro: 38 confessaram crimes e fecharam acordos para não serem presos

Ficou estabelecido que eles deveriam pagar multas e fazer curso sobre democracia

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8 de janeiro
Fazem 3 anos dos atos de 8 de janeiro • Ricardo Stuckert/PR

De acordo com balanço divulgado pela equipe do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), 38 pessoas que foram presas nos acampamentos em frente a quartéis do Exército após os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro fecharam acordos após confessarem crimes relacionados ao caso.

Esse grupo é formado por pessoas que foram acusadas de incitação ao crime e associação criminosa, o que são consideradas práticas menos graves em relação aos demais.

Os 38 presos fecharam o chamado Acordo de Não Persecução Penal. O ANPP — instituído pelo pacote anticrime de 2019 — é um trato firmado entre os investigados e o Ministério Público e que leva em consideração que os crimes tem pena mínima inferior a 4 anos. No acordo, ao confessar os crimes, o réu pode cumprir obrigações mais leves que a prisão.

Os acordos dos 38 réus foram homologados pelo ministro Alexandre de Moraes em dezembro. No caso, ficou acertado que eles devem pagar multas e fazer curso sobre a democracia, por exemplo.

Balanço

Os números constam de um levantamento divulgado pela equipe do ministro Alexandre de Moraes neste domingo (7). Relator dos casos relativos aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, ele tomou mais de 6,2 mil decisões sobre os ataques. Na lista, estão ordens que vão de prisões a buscas e apreensões e quebras de sigilos bancários e telemáticos.

Veja os números:

  • 6.204 decisões sobre o 8 de janeiro ao longo de 2023 (255 de busca e apreensão em 400 endereços e 350 quebras de sigilo bancário e telemático);
  • 243 pessoas detidas em flagrante na Praça dos Três Poderes e 1.929 conduzidas dos quartéis para a Academia Nacional de Polícia, sendo 775 foram liberadas no mesmo dia;
  • 1.397 audiências de custódia realizadas;
  • 81 prisões em operações policiais ao longo do ano;
  • 1.345 denúncias recebidas pelo colegiado do STF;
  • 232 audiências de instrução de ações penais realizadas, além de 719 oitivas para coleta de depoimento de testemunhas de acusação e 386 para testemunhas de defesa;
  • 30 réus condenados pelos crimes mais graves, 29 julgamentos iniciados em dezembro de 2023 para conclusão em fevereiro de 2024 e mais de 146 ações penais previstas para julgamento até abril de 2024;
  • Cerca de mil ações penais suspensas – apenas para os crimes menos graves, de acusados de incitar golpe em frente aos quartéis – para análise de Acordo de Não Persecução Penal.
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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.

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