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Greve na UFMG: universidades e institutos federais anunciam paralisação a partir de segunda-feira (15)

Professores afirmam que negociações por recomposição salarial não avançaram com o governo federal

Insatisfeitos com a falta de reajuste salarial, os professores de várias universidades e institutos federais iniciam paralisações das atividades a partir desta segunda-feira (15). O sindicato dos professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aprovou a deflagração de greve na instituição mineira.

Até o momento, uma universidade (Universidade Federal do Rio Grande) e dois institutos federais já estão em greve. Outras 17 universidades marcaram o início das paralisações para segunda-feira (15).

Os professores das instituições federais pedem que o reajuste salarial seja de 22%, dividido em 3 parcelas iguais de 7,06% em maio de 2024, 2025 e 2026. Já os servidores-técnico administrativos pedem por um reajuste maior, de 34%, também dividido em três parcelas em 2024, 2025 e 2026.

A proposta do governo é de que não haja reajuste salarial em 2024, mas tem como contraproposta o aumento de benefícios e auxílios pagos aos funcionários públicos, sendo o principal deles o auxílio-alimentação com 52% de aumento, de R$ 658 para R$ 1.000.

Os valores do auxílio-creche e do auxílio-saúde seriam reajustados, conforme proposta do governo, em 51% para todos os servidores públicos federais ativos.

“Apenas o aumento do auxílio-alimentação resultaria em ganho de renda de mais de 4,5% para mais de 200 mil servidores ativos – que são os que ganham até R$ 9 mil mensais”, afirma o Ministério de Gestão e Inovação.

O governo chegou a propor dois reajustes salariais de 4,5%, um em 2025 e outro em 2026, “que somados aos 9% já concedidos (no ano passado), representariam recomposição salarial de 19%, o que ficaria acima da inflação projetada para o período”, segundo informou a pasta.

Na semana passada, uma assembleia do Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco (APUBHUFMG+) aprovou a deflagração da greve nas instituições mineiras.

O sindicato informou que a categoria não vem avançando nas negociações com o governo federal. Em 2024, até o momento, não há previsão de reajuste. No ano passado, o governo concedeu reposição de 9% aos servidores.

Por meio de nota enviada à reportagem da Itatiaia, o Ministério da Educação informou que “vem envidando todos os esforços para buscar alternativas de valorização dos servidores da educação, atento ao diálogo franco e respeitoso com as categorias”.

“No ano passado, o governo federal promoveu reajuste de 9% para todos os servidores. Equipes da pasta vêm participando da mesa nacional de negociação e das mesas específicas de técnicos e docentes instituídas pelo MGI, e da mesa setorial que trata de condições de trabalho”, diz a nota.

(Com agências)

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
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