Sapo comum no Brasil pode colocar cães e gatos em risco
Saiba como reconhecer o perigo e agir rapidamente em caso de contato

Uma espécie de sapo bastante comum no Brasil, e em praticamente todo o continente americano, libera uma toxina extremamente perigosa e pode provocar intoxicações graves, muitas vezes fatais, em cães e gatos. Trata-se do sapo-cururu, também conhecido como sapo-de-cana, sapo-bufo ou sapo-marinho.
Conforme destaca uma reportagem publicada pelo site argentino Infobae, o anfíbio costuma ser encontrado em jardins, quintais e áreas residenciais. A principal ameaça está nas grandes glândulas localizadas atrás dos olhos, responsáveis por liberar uma substância tóxica quando o animal se sente ameaçado ou é mordido por um predador.
Como identificar o sapo-cururu
O sapo-cururu costuma ser maior do que as outras espécies nativas, podendo medir entre 7,5 e 15 centímetros. Sua cabeça é relativamente plana, sem cristas evidentes, e apresenta grandes glândulas atrás dos olhos. A coloração varia entre tons de marrom-avermelhado e marrom-acinzentado, enquanto a barriga costuma ser mais clara.
Sinais de intoxicação em cães e gatos
Os cães são considerados as principais vítimas porque costumam perseguir ou morder animais encontrados nos quintais. Ao entrar em contato com a toxina, os primeiros sintomas podem surgir rapidamente, como gengivas avermelhadas e salivação intensa ou espuma na boca.
Nos casos mais graves, o animal pode apresentar convulsões e outras alterações neurológicas, exigindo atendimento veterinário imediato.
Especialistas citados pelo Infobae recomendam que, se houver contato com o sapo, a boca do animal seja enxaguada cuidadosamente com água, sempre permitindo que a água escorra para fora, sem ser engolida. Caso ocorram convulsões ou outros sintomas intensos, a orientação é procurar uma clínica veterinária com urgência. Não existe um exame específico para confirmar esse tipo de intoxicação, por isso o tratamento depende da avaliação clínica e da rapidez no atendimento.
Medidas que ajudam a reduzir o risco
Alguns cuidados podem diminuir a presença desses anfíbios nas residências.
Entre eles estão evitar deixar água e ração do lado de fora da casa, eliminar recipientes com água parada e reduzir pontos úmidos que favoreçam a reprodução da espécie. Outra recomendação é utilizar iluminação externa com sensores de movimento em vez de manter luzes acesas durante toda a noite, já que a iluminação contínua atrai insetos, que servem de alimento para sapos e rãs.
Especialistas ainda alertam que produtos como sal, água sanitária e outros químicos não devem ser usados para afastar os sapos, pois podem causar danos ao meio ambiente e atingir espécies nativas.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



