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Produtos de educação sanitária para cães não substituem adestramento

Investir em educadores, repelentes e limpadores apropriados, sempre com orientação veterinária, é o caminho mais seguro para manter a casa limpa e o pet saudável

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A educação sanitária canina pode ser um processo desafiador, mas é plenamente alcançável com o uso correto de produtos específicos, paciência e consistência na rotina
A educação sanitária canina pode ser um processo desafiador, mas é plenamente alcançável com o uso correto de produtos específicos, paciência e consistência na rotina • BOJAN VASILJEVIC | Freepik

Quem tem cachorro em casa sabe: evitar que ele urine no lugar errado é um dos maiores desafios da convivência, principalmente em ambientes internos.

A boa notícia é que, além de técnicas que focam no comportamento, como o adestramento, o uso de produtos específicos pode ajudar muito no processo de educação sanitária dos cães.

Segundo orientação da Associação Brasileira de Médicos-Veterinários de Animais de Companhia (ABMVAC), “a utilização de produtos que auxiliam no adestramento higiênico pode ser válida, desde que aliada a práticas de reforço positivo e nunca à punição”.

Quais são as opções?

  • Educadores sanitários: contêm substâncias com odores que atraem o olfato canino, incentivando o uso do tapete higiênico ou jornal. Eles devem ser aplicados diariamente até que o hábito seja consolidado;
  • Repelentes olfativos: são compostos que emitem um cheiro desagradável para os cães, mas inofensivo para humanos. Servem para proteger cantos da casa, portas ou móveis onde o pet costuma urinar;
  • Limpadores enzimáticos: “O uso de limpadores com enzimas específicas é mais eficiente que produtos comuns, pois quebram as moléculas do odor que, de outra forma, o cão ainda detectaria e associaria ao local de micção”, informa a cartilha de adestramento da Pet Society;
  • Bloqueadores de marcação urinária: não apenas eliminam os odores, mas criam uma barreira olfativa que reduz a tendência do cão de voltar ao mesmo ponto.

Ainda de acordo com a ABMVAC, os educadores devem ser usados com regularidade e paciência, sobretudo com filhotes ou cães recém-adotados.

Após aplicar no local desejado, leve o cão até lá nos momentos em que é mais provável que ele urine: após refeições, brincadeiras ou sonecas.

Já os repelentes devem ser aplicados apenas onde o tutor não quer que o animal faça xixi. Antes da aplicação, é essencial higienizar o local com um limpador enzimático para evitar que o cheiro anterior sirva de reforço negativo.

Tutores devem lembrar que o uso isolado de produtos dificilmente resolve o problema. Segundo a ABMVAC, o reforço positivo (com petiscos, carinhos ou elogios sempre que o cão acerta o local) é o método mais recomendado.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.