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Israel inicia construção de fosso com crocodilos para evitar fuga de palestinos em prisão

Governo israelense aposta em barreira com os répteis visando aumento da segurança, mas especialistas e ambientalistas contestam a medida

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crocodilos
Tomascastelazo/Wikimedia Commons

Israel deu início à construção de um fosso com cerca de 170 metros de extensão ao redor de uma ala da prisão de segurança máxima de Ketziot, no sul do país. O projeto prevê o uso de crocodilos como parte do sistema de segurança para impedir fugas de presos palestinos e já provoca reações de ambientalistas e organizações de direitos humanos.

A obra tem custo estimado em US$ 6,3 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 32 milhões. Segundo o governo israelense, a iniciativa foi inspirada na chamada "Alcatraz dos Jacarés", uma unidade de detenção criada na Flórida, nos Estados Unidos.

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Segurança Nacional de Israel, as escavações começaram recentemente dentro do complexo prisional. A pasta afirma que todo o planejamento já foi elaborado, incluindo a estrutura necessária para manter os animais.

"O Serviço Prisional está totalmente preparado. O plano existe nos mínimos detalhes, desde a manutenção e os cuidados com os crocodilos até as celas de descanso deles", informou o ministério.

Mudança na classificação dos crocodilos permitiu o projeto

Para viabilizar a proposta, a ministra da Proteção Ambiental, Idit Silman, alterou a classificação do crocodilo-do-Nilo, que deixou de ser considerado apenas um animal selvagem protegido e passou a integrar uma categoria que permite sua manutenção em instalações de segurança. A decisão foi tomada apesar da oposição de órgãos ambientais israelenses.

A Autoridade de Natureza e Parques de Israel alertou que a presença dos animais pode trazer impactos ambientais e riscos à população.

"Introduzir um grande, predador longevo e não nativo no ecossistema poderia criar riscos numerosos e variados tanto para o ambiente natural de Israel quanto para o público", afirmou o órgão.

Governo afirma que medida busca reforçar a segurança

Segundo Idit Silman, a superlotação do sistema prisional aumentou após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, elevando o número de presos por motivos de segurança. A ministra argumenta que a presença dos crocodilos funcionaria como um forte elemento de dissuasão contra possíveis tentativas de fuga.

"Estamos falando uma língua que nossos inimigos entendem", declarou Silman durante entrevista a uma rádio israelense.

Enquanto o governo defende o projeto como uma medida para reforçar a segurança da penitenciária, críticos afirmam que a iniciativa levanta preocupações relacionadas ao meio ambiente, ao bem-estar animal e aos direitos humanos.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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