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Gato mais querido da UFMS é adotado após 11 anos no campus e emociona alunos

Conhecido como Barthô, o reitor felino da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul conquistou estudantes e professores com sua personalidade marcante. Após uma história de abandono e cuidados, o gato ganhou um novo lar

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A despedida de um dos moradores mais queridos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) emocionou estudantes, professores e funcionários. Conhecido como Barthô, ou Bartholomeu Joaquim, o gato que conquistou o campus de Campo Grande foi adotado e agora terá um lar para receber os cuidados necessários.

A notícia foi divulgada pelo Grupo Proteção Felina, responsável por cuidar de gatos abandonados na Cidade Universitária. A adoção foi celebrada por integrantes da comunidade acadêmica, que acompanharam a trajetória do felino ao longo dos anos.

Nas redes sociais, alunos e professores compartilharam mensagens de carinho e saudade. Para muitos, Barthô era muito mais do que um gato que circulava pelos corredores: ele fazia parte da rotina universitária e se tornou uma figura conhecida por quem passava diariamente pelo local.

Quem é Barthô, o reitor felino da UFMS?

Com personalidade forte e hábitos bastante particulares, Barthô ganhou o apelido de reitor felino por sua presença marcante no campus.

O gato tinha seus lugares preferidos para descansar e não parecia se importar muito com a movimentação ao redor. Gostava de deitar nos corredores, subir em mesas e carros estacionados e dormir tranquilamente, como se fosse dono do espaço.

Mas havia uma regra: ninguém deveria atrapalhar seu descanso. Segundo relatos publicados pelo Midiamax, quem incomodasse o felino durante o sono poderia receber uma mordidinha de aviso.

Esse jeito rabugento, que poderia afastar algumas pessoas, acabou se tornando parte do charme do animal. Com o tempo, Barthô conquistou o carinho de diferentes gerações de estudantes e professores.

Gato foi abandonado e enfrentou problemas de saúde

Por trás da fama no campus, Barthô tem uma história marcada por dificuldades. O felino foi abandonado na universidade em 2015, quando já era adulto, e passou a receber cuidados de pessoas que se mobilizaram para garantir seu bem-estar.

No mesmo ano, foi castrado. Em 2017, sofreu uma lesão que afetou sua cauda e precisou ficar internado por cinco dias.

Três anos depois, em 2020, o gato desenvolveu um fecaloma, problema caracterizado pelo acúmulo de fezes endurecidas no intestino, e precisou passar por uma cirurgia.

Desde então, passou a necessitar de cuidados contínuos, incluindo o uso de fraldas e medicamentos diários.

A atenção recebida da comunidade acadêmica e do Grupo Proteção Felina foi fundamental para que o animal continuasse sendo acompanhado mesmo diante dos problemas de saúde.

A história de Barthô também chama a atenção para a realidade de outros gatos que vivem no campus e dependem da ajuda de voluntários para receber alimentação, cuidados veterinários e proteção.

Despedida de Barthô emociona estudantes e professores

A notícia da adoção provocou uma onda de mensagens emocionadas nas redes sociais. Entre as manifestações, muitos demonstraram alegria por saber que o gato terá um ambiente próprio e mais segurança, embora a despedida tenha deixado saudades.

A professora Daniella Antunes, uma das idealizadoras do projeto de proteção felina, expressou a emoção com a mudança.

“Não sei vocês, mas chorei horrores! Que linda despedida! Sentiremos muita saudade, mas, se é para você estar mais seguro, ficamos felizes com sua mudança de ares. Amamos muito você, nosso reitor preferido”, disse ao portal Midiamax.

Ela também agradeceu às pessoas que cuidaram do felino e à pessoa responsável pela adoção.

Um estudante também se despediu com carinho, lembrando o jeito peculiar do gato e a convivência no campus.

“Um dos idosos mais chatos da faculdade, mas também um dos mais queridos. Vou sentir falta de ficar andando atrás dele e vendo seu tic-tac. Vamos sentir muitas saudades, mas é muito bom saber que nosso reizinho vai ter um reinado só dele, mesmo depois de se aposentar. E que mais gatinhos sejam adotados”, escreveu em uma rede social, conforme relata o site de notícias.

As mensagens mostram como um animal que chegou à universidade após ser abandonado conseguiu criar vínculos com pessoas de diferentes turmas e gerações.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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