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Gases em cachorro: veja os problemas que essa condição pode indicar

Fatores como idade, obesidade e sedentarismo dificultam a digestão e podem agravar a situação

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Cães são bons em identificar emoções humanas
Cães machos não castrados em reprodução ou cães machos não castrados que têm permissão para vagar livremente apresentam maior risco de desenvolver esse problema • Pixabay

A flatulência canina é causada, na maioria das vezes, por ingestão de ar durante a alimentação e pela fermentação de certos alimentos no intestino, principalmente aqueles com baixo valor nutricional ou difíceis de digerir, como feijão, leite e alguns grãos, explica a VCA Animal Hospitals, rede veterinária internacional, em publicação.

Cães que comem rápido demais, diz a instituição, engolem grandes quantidades de ar, o que agrava o quadro de gases.

Já a fermentação intestinal ocorre principalmente pela ação das bactérias sobre alimentos mal digeridos, o que produz odor forte, distensão abdominal e até dor. Os tutores devem observar esses sinais com atenção.

Segundo nota técnica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) sobre alimentação de cães, dietas mal balanceadas ou com excesso de fibras e ingredientes fermentáveis tendem a provocar maior produção de gases, principalmente em cães com sensibilidade digestiva.

Sinais de alerta e como aliviar o desconforto

A flatulência isolada nem sempre indica um problema de saúde, mas a presença frequente de gases, acompanhada de apatia, falta de apetite ou fezes moles pode sinalizar algo mais sério, como intolerância alimentar ou parasitas intestinais.

A recomendação de especialistas é ajustar a alimentação e procurar atendimento veterinário caso os sintomas persistam.

Entre os principais cuidados para prevenir e aliviar os gases em cães estão:

  • Evitar alimentos fermentáveis, como feijão, leite e restos de comida humana;
  • Optar por rações de qualidade premium e de fácil digestão;
  • Utilizar comedouros que dificultem a ingestão rápida de alimento;
  • Fracionar a quantidade de ração em mais refeições ao longo do dia;
  • Estimular a atividade física leve após as refeições, como caminhadas curtas;
  • Manter a vermifugação em dia e realizar exames periódicos.

Ajustes simples na dieta e na forma como o cão se alimenta, aliados ao acompanhamento veterinário regular, formam a base para uma vida mais saudável e confortável.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.