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Coelho sente frio no inverno? Conheça os sinais de que o pet precisa de cuidados

Especialistas explicam que os orelhudos toleram as baixas temperaturas melhor do que o calor, mas as correntes de vento podem ser fatais para a espécie

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Pequeno coelho branco em meio à grama
O perigo real ocorre se o animal apresentar tremores constantes, apatia extrema e recusa de feno • Freepik

Quando os dias frios chegam, não são só os tutores de cães e gatos que devem redobrar atenção aos seus pets. Tutores de pets não convencionais, como coelhos, precisam redobrar a atenção com o manejo do ambiente.

Uma dúvida constante é se o coelho sente frio no inverno ou se a sua pelagem densa é suficiente para mantê-lo quentinho.

Diferente do que o senso comum sugere, a anatomia desses animais foi projetada pela natureza para suportar climas mais rigorosos. Na verdade, os orelhudos sofrem muito mais com o calor extremo, que pode causar paradas cardiorrespiratórias, do que com a chegada das massas de ar polar.

Qual a temperatura ideal para coelho e os sinais de alerta

Para entender a resistência do animal, é preciso olhar para a biologia. A temperatura ideal para o coelho doméstico é consideravelmente mais amena do que aquela considerada confortável para os humanos.

O Manual Merck de Veterinária, uma das literaturas clínicas mais respeitadas e utilizadas nos consultórios do mundo todo, estabelece diretrizes claras sobre o manejo térmico da espécie.

Segundo o documento oficial, "a temperatura ambiental ideal para coelhos varia de 15°C a 21°C". Abaixo de 10°C, no entanto, o tutor precisa ficar alerta aos sinais físicos.

Como as orelhas dos coelhos funcionam como termostatos naturais para dissipar calor, é normal que elas fiquem geladinhas no inverno. O perigo real ocorre se o animal apresentar tremores constantes, apatia extrema e recusa de feno.

Outro sinal de alerta é a postura: se ele mantiver as patas encolhidas e o corpo totalmente contraído em um canto do cercado por longas horas, é um indicativo claro de desconforto térmico e possível hipotermia.

Para ajudar os tutores a garantirem um ambiente totalmente seguro e bloquearem o risco das doenças de inverno, a Itatiaia listou as melhores adaptações práticas para cercados e gaiolas:

  • Bloqueie o vento no cercado: se o coelho vive solto no apartamento, afaste as grades de varandas e frestas de portas. Para animais de quintal, é obrigatório cobrir parte externa do viveiro com lonas ou telhas à noite, garantindo que a ventania não atinja a área de descanso.
  • Ofereça tocas de madeira ou papelão: coelhos precisam de locais escuros e instintivos para se sentirem seguros. Caixas de papelão grosso ou tocas de madeira cortam as correntes de ar frio e criam uma câmara de aquecimento usando o calor do próprio corpo do pet.
  • Reforce a camada de feno: o feno (capim seco) não é apenas a base obrigatória da alimentação, mas também um excelente isolante térmico. Ofereça uma quantidade extra e muito abundante no fundo do alojamento para que o animal possa se aninhar.
  • Cuidado redobrado com cobertores: evite forrar o cercado com mantas de microfibra ou tecidos soltos. Os coelhos têm o instinto de roer absolutamente tudo o que encontram, e a ingestão de fios sintéticos causa obstrução intestinal grave, que costuma exigir intervenção cirúrgica de emergência.
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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.