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Estresse é um dos principais fatores que tornam peixes de aquário suscetíveis a doenças

Doenças em peixes podem ter diversas origens: parasitas, fungos, bactérias e até fatores ambientais, como qualidade da água

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Maior parte dos peixes produzidos em Minas vai para os estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo • Pixabay

Manter um aquário saudável exige mais do que alimentação adequada e beleza estética. Assim como outros animais de estimação, os peixes podem sofrer com doenças que, se não tratadas rapidamente, podem levar à morte.

Por isso, a importância de conhecer os sinais de alerta e adotar práticas de prevenção para garantir a qualidade de vida desses animais.

As doenças em peixes podem ter diversas origens: parasitas, fungos, bactérias e até fatores ambientais, como qualidade da água. As mais comuns são:

  • Ictiofitiríase (ou Íctio, conhecido como "doença dos pontos brancos");
  • Podridão das nadadeiras;
  • Doença do veludo (causada por protozoários);
  • Exoftalmia (olhos saltados);
  • Hidropisia (inchaço do corpo).

De acordo com o guia da Universidade da Flórida sobre sanidade em peixes ornamentais, “as doenças infecciosas em peixes geralmente resultam de uma combinação de fatores: presença do agente patogênico, condições ambientais desfavoráveis e estresse do animal”.

No Brasil, o IBAMA alerta, em sua Cartilha de Criação Amadora de Peixes Ornamentais (2015), que o estresse é um dos principais fatores para a suscetibilidade às doenças em espécies de aquário, principalmente em ambientes com manejo inadequado.

Como prevenir doenças

A manutenção da qualidade da água é o primeiro passo para prevenir doenças. Um estudo da American Veterinary Medical Association (AVMA) destaca que “amônia, nitrito e nitrato em níveis inadequados são fatores de risco significativos para infecções bacterianas em peixes”.

Segundo o manual da Ornamental Fish International, “novos animais devem ser isolados por no mínimo duas semanas para monitoramento de sinais clínicos antes da introdução no sistema principal”.

Entre as boas práticas estão o monitoramento regular da água, a troca parcial semanal de 10% a 20% da água do aquário e a atenção à densidade populacional, para evitar a superlotação.

Tratamentos e importância do acompanhamento veterinário

Caso alguma doença seja detectada, é importante agir rapidamente. Existem tratamentos específicos, como medicamentos para fungos, parasitas ou bactérias, mas o diagnóstico preciso é o mais importante.

“O uso incorreto de medicamentos pode agravar a condição do peixe e impactar negativamente todo o ecossistema do aquário”, alerta a Dra. Jennifer Mattei, bióloga especializada em saúde aquática, em publicação da Connecticut Aquatic Research.

Diante de qualquer suspeita, o mais seguro é buscar orientação veterinária especializada em peixes ornamentais.

Atualmente, clínicas veterinárias voltadas para animais aquáticos oferecem exames laboratoriais e tratamentos adequados, garantindo maiores chances de recuperação dos peixes.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.