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Apesar de lei, enterro de pets com tutores ainda depende de regulamentação em São Paulo

Executivo paulistano informou que a regulamentação está em elaboração, mas não detalhou prazos para a implementação

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Patas de cachorro vistas de baixo
Prática está autorizada no papel, mas ainda indisponível por falta de regulamentação • Banco de imagens/Freepik

Quase dois meses após sanção, a possibilidade de enterrar animais de estimação junto com seus tutores ainda não saiu do papel em São Paulo (SP). O procedimento segue sem regulamentação, o que impede sua aplicação nos cemitérios da cidade.

De acordo com reportagem de O Estado de S. Paulo, a norma permite o sepultamento conjunto, mas depende de regras específicas que ainda não foram publicadas pela prefeitura.

“A lei foi sancionada, mas ainda precisa de regulamentação para começar a valer na prática”, destaca a publicação.

Falta de regras impede aplicação da lei

Sem a definição de critérios técnicos e operacionais, os cemitérios municipais ainda não podem oferecer o serviço. A regulamentação deve estabelecer, por exemplo, condições sanitárias, autorizações necessárias e formas de realização do sepultamento.

Segundo a administração municipal, o tema está em análise. À reportagem do veículo paulista, a prefeitura de São Paulo informou que a regulamentação está em elaboração, mas não detalhou prazos para a implementação.

A ausência dessas diretrizes mantém a prática suspensa, mesmo com a autorização legal já existente.

Medida atende demanda crescente de tutores

A proposta reflete uma mudança no vínculo entre pessoas e animais de estimação, cada vez mais vistos como membros da família. A possibilidade de sepultamento conjunto é defendida por tutores que desejam manter esse vínculo mesmo após a morte.

Especialistas apontam que, além da questão afetiva, a medida exige cuidados técnicos e sanitários para garantir que a prática ocorra de forma segura e adequada.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.