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Caso do cão Orelha leva a apresentação de novos projetos de lei no Senado

Davi Alcolumbre, presidente da Casa, afirmou que pretende dar maior celeridade à tramitação de matérias relacionadas ao tema

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Milhares de pessoas se concentraram no vão do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP)
Milhares de pessoas se concentraram no vão do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP) • Crédito: CNN Brasil

A morte do cão comunitário Orelha, agredido em janeiro na Praia Brava, em Florianópolis (SC), provocou forte comoção social e repercussão política em todo o país. Menos de uma semana após o início dos trabalhos legislativos de 2026, o Senado recebeu três novas propostas voltadas ao combate aos maus-tratos contra animais, impulsionadas pela repercussão da violência.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, afirmou que pretende dar maior celeridade à tramitação de matérias relacionadas ao tema.

O episódio também reacendeu o debate sobre a maioridade penal no país. Relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, o deputado federal Mendonça Filho (União-PE) declarou nesta semana que estuda incluir a crueldade contra animais entre os crimes que poderiam ser submetidos a referendo sobre a redução da maioridade penal, consulta prevista para 2028 em seu parecer.

Ainda nesta semana, a Comissão de Direitos Humanos aprovou proposta que veta a produção, comercialização, importação e uso de coleiras de choque elétrico e enforcadoras com pontas, dispositivos considerados prejudiciais ao bem-estar animal.

Ao todo, há pelo menos 20 projetos em análise no Senado. Somente a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) apresentou quatro propostas. Uma delas determina que adolescentes envolvidos na morte de animais sejam encaminhados obrigatoriamente à avaliação psicológica especializada, e que pais ou responsáveis legais participem de programas de orientação e educação sobre bem-estar animal e prevenção da violência.

O episódio também mobilizou protestos e debate nacional. Manifestações em diversas cidades pediram “Justiça por Orelha” e leis mais duras contra a crueldade animal, enquanto ativistas expressaram temor de impunidade diante da influência social das famílias dos suspeitos.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.