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Cães e gatos podem se sentir sozinhos? Veja quando eles precisam de mais atenção

Mudanças de comportamento, como latidos excessivos, destruição de objetos, isolamento e falta de interesse por brincadeiras, podem indicar tédio, estresse ou necessidades que não estão sendo atendidas

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Médico-veterinário: “cachorros ficam nervosos e sentem tristeza quando ficam sozinhos em casa” • Imagem gerada por IA

Cães e gatos não necessariamente experimentam a solidão da mesma maneira que os seres humanos. Ainda assim, os animais podem ficar entediados, estressados ou angustiados quando suas necessidades sociais, físicas e mentais não são atendidas adequadamente.

O problema é que identificar o que o pet está sentindo nem sempre é fácil. Como os animais não conseguem dizer que precisam de companhia ou de mais estímulos, algumas mudanças de comportamento podem ser os primeiros sinais de que algo não está bem.

Conforme explica o portal especializado 'Times Pets', entre os comportamentos que merecem atenção estão latidos excessivos, destruição de objetos, inquietação, esconder-se, redução do interesse por brincadeiras e uma necessidade incomum de ficar perto do tutor.

Cães podem sofrer com longos períodos sozinhos

Os cães são animais bastante sociais e podem apresentar problemas comportamentais quando passam muito tempo sozinhos sem exercícios, interação ou estímulos suficientes.

Um cachorro que fica frequentemente sem atividades pode começar a latir demais, roer móveis, cavar, andar de um lado para outro ou demonstrar uma inquietação fora do habitual. No entanto, esses comportamentos não devem ser atribuídos automaticamente à solidão.

Ansiedade, medo, problemas de saúde, falta de treinamento e mudanças no ambiente também podem provocar alterações semelhantes.

Em alguns casos, pode haver sofrimento relacionado à separação. De acordo com o Manual Veterinário Merck, cães afetados podem apresentar vocalização de angústia, comportamento destrutivo, inquietação, fazer as necessidades dentro de casa, salivação excessiva e dificuldade para se acalmar quando o tutor sai. Esses sinais costumam aparecer pouco depois da partida do dono.

Outro possível sinal é quando o cachorro passa a exigir atenção constantemente. Isso pode indicar que ele precisa de mais interação, mas atender ao animal sempre que ele late ou exige atenção pode acabar reforçando esse comportamento.

Por isso, a recomendação apresentada pelos especialistas é criar momentos regulares de brincadeiras, exercícios, treinamento e interação tranquila ao longo do dia.

Os gatos também precisam de companhia

Embora os gatos sejam frequentemente vistos como animais independentes, isso não significa que não tenham necessidades sociais e emocionais.

A diferença é que cada gato pode apresentar uma preferência diferente. Alguns gostam de passar bastante tempo com as pessoas, enquanto outros preferem interações mais curtas e momentos de maior distância.

Por isso, é importante observar o comportamento individual do animal e respeitar seus limites. Diretrizes da Associação Americana de Médicos de Felinos e da Sociedade Internacional de Medicina Felina recomendam interações positivas, consistentes e previsíveis entre os gatos e seus tutores.

O ideal é permitir que o gato escolha quando deseja se aproximar e quando quer encerrar uma interação, em vez de forçá-lo a permanecer em contato.

Um gato que passa a se esconder com mais frequência, perde o interesse por brincadeiras ou apresenta mudanças no comportamento social habitual merece atenção.

Mudança de comportamento nem sempre significa solidão

Um dos principais alertas dos especialistas é evitar interpretar qualquer alteração como sinal de que o animal está simplesmente se sentindo sozinho.

Dor, doenças, estresse e mudanças dentro da própria casa também podem modificar o comportamento de cães e gatos.

Por isso, alterações repentinas ou persistentes devem ser observadas com cuidado. Mudanças no apetite, isolamento, apego excessivo, destruição de objetos, vocalização diferente e alterações nos hábitos de fazer as necessidades podem, em alguns casos, estar relacionadas a problemas de saúde.

Quando uma mudança significativa persiste, a avaliação de um veterinário pode ajudar a descobrir se a origem é médica, comportamental ou ambiental

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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