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Cachorros conseguem sentir o cheiro do estresse humano, aponta estudo

Pesquisadores descobriram que cães treinados conseguem diferenciar odores de pessoas em situação de estresse daqueles produzidos em momentos tranquilos. A descoberta ajuda a entender como esses animais percebem mudanças no organismo humano

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Cachorros conseguem sentir o cheiro do estresse humano
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Os cães podem perceber sinais de estresse nas pessoas não apenas pela expressão do rosto ou pelo tom de voz. O olfato também parece ter um papel importante nessa capacidade, segundo uma pesquisa publicada na revista científica PLOS ONE.

No estudo, pesquisadores da Queen's University Belfast, no Reino Unido, avaliaram se os animais conseguiriam identificar diferenças entre amostras de odor humano coletadas em situações normais e após uma experiência estressante.

Para isso, os voluntários forneceram amostras de suor e respiração antes e depois de realizar uma tarefa de cálculo mental criada para provocar estresse. Os pesquisadores também acompanharam indicadores fisiológicos e relatos dos participantes para confirmar a mudança de estado.

Os resultados mostraram que os cães participantes conseguiram distinguir os odores associados ao estresse daqueles coletados em condições tranquilas. A pesquisa foi publicada em setembro de 2022 e está disponível na revista PLOS ONE.

O que isso significa na convivência com os tutores?

A descoberta sugere que alterações químicas produzidas pelo organismo durante situações de estresse podem ser percebidas pelo olfato canino. Isso ajuda a explicar por que alguns cães parecem mudar de comportamento quando seus tutores estão nervosos ou emocionalmente abalados.

Entretanto, é importante não exagerar a interpretação. O estudo demonstrou que os cães conseguem diferenciar determinados odores associados ao estresse, mas não provou que eles compreendem exatamente o que a pessoa está sentindo.

Também não significa que todo cachorro vá reagir da mesma maneira. A capacidade olfativa, o treinamento, a experiência e as características individuais podem influenciar as respostas.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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