Quando um gato lambe o outro, o gesto pode significar mais do que carinho
Se você já viu um gato lambendo a cabeça ou o pescoço de outro, saiba que esse comportamento tem um nome e pode ajudar a fortalecer os vínculos entre os felinos. Mas nem sempre a interação termina em amizade

Gatos passam bastante tempo cuidando da própria pelagem. Em algumas situações, porém, eles também lambem outros felinos, principalmente na região da cabeça e do pescoço.
Esse comportamento, conhecido como cuidado social entre animais, e é observado com frequência em gatos que mantêm uma relação próxima.
Uma revisão científica publicada na revista Journal of Feline Medicine and Surgery explica que os gatos podem estabelecer vínculos sociais e demonstrar proximidade por meio de comportamentos como lamber uns aos outros, esfregar o corpo e descansar juntos.
Por que eles escolhem a cabeça e o pescoço?
Essas regiões podem ser mais difíceis de alcançar durante a higiene individual. Quando um gato lambe a cabeça do companheiro, também pode ajudar a remover sujeira de áreas que exigem mais esforço para serem alcançadas.
O comportamento, entretanto, não se resume à limpeza. Estudos sobre o relacionamento entre gatos mostram que o aloasseio é mais frequente entre animais familiarizados e que mantêm relações sociais próximas.
Uma pesquisa publicada na revista Applied Animal Behaviour Science encontrou uma associação entre familiaridade, parentesco e a frequência com que gatos se aproximavam e cuidavam uns dos outros.
Por que às vezes eles começam a brigar depois?
Quem convive com mais de um gato talvez já tenha presenciado uma cena curiosa: um felino lambe o outro por alguns instantes e, de repente, a interação termina com uma patada ou uma perseguição.
Isso não significa necessariamente que a relação entre eles seja ruim. A interação pode ter chegado ao fim, ou um dos animais pode ter se incomodado com a aproximação.
O importante é observar a linguagem corporal. Se os gatos estão relaxados e conseguem se afastar livremente, a situação tende a ser tranquila. Já orelhas abaixadas, rosnados, tentativas insistentes de fuga e agressões repetidas indicam que é melhor dar espaço aos animais.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.






