5 hábitos simples que podem ajudar cães e gatos a viver mais e melhor
Cuidados como consultas veterinárias, alimentação adequada, atividade física e atenção aos sinais do animal fazem diferença na saúde e na qualidade de vida dos pets

Cuidar da saúde de cães e gatos não significa esperar que algum problema apareça para procurar ajuda. Segundo recomendações de veterinários e organizações especializadas, alguns hábitos adotados no dia a dia podem contribuir para aumentar a qualidade de vida dos animais e acompanhar melhor cada fase do envelhecimento.
A prevenção ganhou ainda mais importância com o aumento da expectativa de vida dos pets. Além da longevidade, como destaca uma reportagem publicada pelo site Infobae, o objetivo é preservar a mobilidade, a saúde física e mental e o bem-estar dos animais.
1) Mantenha as consultas veterinárias em dia
Acompanhamentos veterinários regulares permitem atualizar vacinas, controlar parasitas e identificar alterações de saúde antes que elas se tornem mais evidentes.
Para animais idosos, a frequência das consultas pode precisar ser maior. A recomendação citada pela Infobae indica que cães podem passar a fazer avaliações duas vezes por ano durante a fase final da expectativa de vida. Para gatos, esse acompanhamento mais frequente pode começar por volta dos 10 ou 11 anos.
Exames físicos e análises de rotina também podem ajudar na identificação precoce de problemas nos rins, fígado, tireoide, coração e outras doenças.
2) Ajude o animal a manter um peso adequado
O controle do peso é outro ponto importante para a saúde dos pets. Segundo estudo citado pela North Carolina Veterinary Medical Association, cães que mantiveram uma condição corporal considerada ideal viveram, em média, 1,8 ano a mais do que animais da mesma ninhada que estavam acima do peso.
O peso adequado também está relacionado à mobilidade e pode contribuir para retardar o aparecimento de algumas doenças crônicas e problemas articulares.
3) Incentive a atividade física
Cães precisam de oportunidades regulares para caminhar e se movimentar. Além de ajudar no controle do peso, os passeios podem beneficiar as articulações, o sistema cardiovascular e a estimulação mental.
Para animais idosos, a atividade deve ser adaptada às condições de cada pet.
Nos gatos, brincadeiras curtas realizadas várias vezes ao dia podem ajudar a manter a atividade física e estimular o cérebro. Brinquedos interativos também podem ser uma alternativa para manter os animais ativos.
4) Cuide da prevenção e da higiene
Vacinação, controle de pulgas e carrapatos, desparasitação, alimentação adequada, água fresca e um ambiente limpo fazem parte dos cuidados básicos.
A higiene também envolve recolher as fezes, limpar rapidamente urina, vômito ou fezes dentro de casa e lavar as mãos depois do contato com saliva, fezes, alimentos ou utensílios dos animais.
Para gatos, a recomendação citada pela reportagem é limpar a caixa de areia diariamente.
5) Observe mudanças no corpo e no comportamento
Quem convive diariamente com um cão ou gato costuma perceber pequenas mudanças antes de outras pessoas. Por isso, observar o animal pode ser uma ferramenta importante de prevenção.
A orientação inclui verificar regularmente a presença de caroços, alterações físicas ou áreas sensíveis. Mudanças na energia, no comportamento, na alimentação e na interação também merecem atenção.
A observação cotidiana não substitui a consulta veterinária, mas pode ajudar o tutor a perceber que algo mudou e buscar avaliação profissional mais rapidamente.
Hábito extra: alimentação também precisa acompanhar cada fase da vida
A alimentação é outro fator diretamente relacionado à saúde dos animais. Segundo a veterinária Cat Henstridge, citada pela reportagem, filhotes de cães e gatos possuem necessidades diferentes das de animais adultos e precisam de uma dieta adequada ao período de crescimento.
A veterinária destacou ainda que alimentos com EPA e DHA, ácidos graxos ômega 3 de origem marinha, podem ser "muito benéficos para o desenvolvimento cerebral".
A mudança para a alimentação de adulto também não acontece necessariamente na mesma idade para todos os pets. Cães de raças pequenas e gatos podem fazer essa transição por volta de um ano, enquanto animais de porte médio ou grande podem precisar de mais tempo.
A idade, o crescimento, o peso e o desenvolvimento individual devem ser considerados para definir o momento adequado da mudança.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



