Pais denunciam dificuldades para utilizar vaga PCD em frente à escola em Ouro Preto
Contêiner de lixo e estacionamento irregular dificultam embarque e desembarque de alunos com deficiência

Pais de alunos denunciam dificuldades para utilizar a vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD) em frente à Escola Municipal Marília de Dirceu, no bairro Antônio Dias, em Ouro Preto. Segundo os relatos encaminhados à Itatiaia Ouro Preto, um contêiner de coleta de lixo e o estacionamento irregular de veículos têm dificultado o uso do espaço, principalmente nos horários de entrada e saída dos estudantes.
Um dos denunciantes é o morador Edezio Alves de Souza, pai de uma aluna com autismo e deficiência intelectual. Ele afirma que a vaga, destinada a facilitar o embarque e desembarque de pessoas com deficiência, frequentemente fica bloqueada pelo contêiner de lixo ou ocupada por veículos sem credencial, além de carros utilizados para carga e descarga.
"Existe uma lei que nos garante essa vaga, mas ela é constantemente desrespeitada. Já fizemos denúncias aos órgãos públicos e, até hoje, não tivemos solução", afirmou.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Ouro Preto informou que já tinha conhecimento da situação e afirmou que o problema será solucionado. "A demanda já foi encaminhada para a Limpeza Urbana e será resolvida", informou em nota.
Sobre a ocupação irregular da vaga, a administração municipal informou que não houve registro de denúncia formal e, por isso, não foi realizada fiscalização específica nos horários de entrada e saída dos alunos.
A Prefeitura também informou que o contêiner permanece nas proximidades da escola há cerca de cinco anos, após solicitação da unidade de ensino. Segundo o município, inicialmente o equipamento não estava instalado sobre a vaga destinada a pessoas com deficiência. "O motivo de o contêiner estar agora alocado na vaga ainda é desconhecido", destacou.
Para a Itatiaia Ouro Preto, a diretora da escola, Dalila Hermes de Cássia dos Anjos, informou que a unidade possui dois acessos e que estudantes com mobilidade reduzida podem utilizar o portão principal para embarque e desembarque, inclusive com a entrada do veículo no interior da escola.
"Os pais podem vir ao portão de cima e colocar o carro dentro da escola, se for o caso. Não tem problema nenhum, e os pais sabem disso", afirmou.
Segundo a diretora, a escola não havia sido comunicada sobre o problema. Ela explicou ainda que o contêiner fica próximo ao portão menor, utilizado principalmente para a saída dos estudantes, e que, por possuir rodinhas, costuma ser movimentado durante a rotina da coleta de resíduos e também por outras pessoas.
Sabrine Varjão é graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto. Natural de São Paulo (SP), se apaixonou pela comunicação na Região dos Inconfidentes. Suas principais áreas de interesse são política, cultura e esportes.

