Golpes online avançam com uso de inteligência artificial, veja como se proteger

Uso de inteligência artificial torna fraudes mais sofisticadas e amplia o risco para todas as idades

Os golpes digitais cresceram de forma significativa no Brasil em 2025, atingindo pessoas de diferentes idades e perfis. Especialistas e levantamentos recentes indicam que as tentativas de fraude se tornaram mais frequentes e sofisticadas, impulsionadas pelo uso de inteligência artificial (IA) e ferramentas como deepfakes, que dificultam a identificação de fraudes simples.

Segundo dados do 5º relatório anual Identity Fraud Report 2025-2026, as fraudes que utilizam técnicas avançadas de IA, incluindo deepfakes e identidades sintéticas, aumentaram mais de 126% no Brasil em 2025. Os ataques com essas tecnologias se tornaram parte de uma nova geração de golpes, capazes de enganar sistemas de reconhecimento e verificar identidades de forma automatizada.

O país também registrou crescimento de golpes digitais em geral: um levantamento indica aumento de 220% nas tentativas de ataque via programas mal-intencionados, revelando um cenário em que usuários e empresas precisam estar mais alertas.

Os tipos de fraude variam e incluem métodos tradicionais e digitais cada vez mais elaborados. Entre os golpes mais comuns estão:

  • Fraudes via PIX, que continuam a ser alvo prioritário dos criminosos, com milhões de ocorrências registradas ao longo do ano.
  • Phishing e smishing, em que mensagens de texto ou links falsos induzem as vítimas a fornecer dados pessoais ou bancários.
  • Ataques com deepfakes e identidades sintéticas, em que imagens ou vídeos gerados por IA simulam pessoas reais para enganar sistemas ou usuários.

O uso de IA nos golpes representa um salto tecnológico: ferramentas capazes de gerar vídeos e áudios realistas passam a ser empregadas em fraudes, tornando mais difícil distinguir conteúdo verdadeiro de falso. Esses recursos podem ser usados para criar perfis falsos, simular vozes ou manipular documentos com aparente autenticidade, desafiando os mecanismos de segurança tradicionais.

As vítimas não se limitam a pessoas de idade avançada, como em décadas passadas. Dados sobre tentativas de fraude mostram que jovens e adultos também estão sendo cada vez mais afetados, com aumentos expressivos nas investidas dirigidas a faixas etárias mais amplas.

Como se proteger dos golpes digitais

Especialistas em segurança digital apontam diversas estratégias para reduzir o risco de cair em fraudes online:

  • Desconfiar de mensagens urgentes ou solicitações inesperadas, especialmente aquelas que pedem transferência de dinheiro ou informações sensíveis.
  • Não clicar em links suspeitos ou encurtados recebidos por e-mail, SMS ou redes sociais.
  • Ativar métodos de segurança adicionais, como autenticação multifator em contas bancárias e aplicativos.
  • Utilizar ferramentas de proteção digital, como filtros de spam, antivírus e bloqueadores de conteúdo malicioso.
  • Verificar a autenticidade de ofertas ou comunicações, confirmando diretamente com a instituição financeira ou empresa envolvida antes de agir.

Essas práticas ajudam a criar barreiras entre o usuário e potenciais golpistas, especialmente em um ambiente em que as técnicas de fraude evoluem rapidamente.

O que fazer se cair em um golpe

Caso uma pessoa perceba que foi vítima de um golpe digital, é importante tomar medidas imediatas:

  • Registrar ocorrência policial, físico ou online, relatando o golpe e anexando provas como prints, mensagens e extratos.
  • Contactar o banco ou instituição financeira, informando sobre a fraude para bloquear contas e limitar prejuízos.
  • Informar o caso às plataformas envolvidas, como redes sociais ou serviços de pagamento, para que possam tomar medidas adicionais.
  • Procurar orientação jurídica ou de defesa do consumidor, quando necessário, para avaliar potenciais caminhos de recuperação.

Tomar essas providências o quanto antes pode aumentar as chances de minimizar prejuízos e contribuir com investigações policiais e civis sobre crimes digitais.

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Mychelle atua como Estagiária de Jornalismo na Rádio Itatiaia Ouro Preto. Paulistana e aluna da Universidade Federal de Ouro Preto, já atuou em portais como Rádio Plural, Perifacon, Estante Diagonal e possui técnico em Publicidade e Propaganda.

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