Lidamos cotidianamente com assuntos relacionados à energia elétrica, seja para tomar banho quente ou utilizar eletrodomésticos. Mas você sabia que muitos conceitos populares são interpretados de forma incorreta? Para sanar algumas dúvidas, a Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig) esclareceu cinco destes conceitos que costumam ser utilizados de maneira equivocada.
Pique x Pico de energia
O pico de energia é caracterizado por uma elevação repentina da tensão elétrica. Esse tipo de ocorrência é rápida, pode durar frações de segundo e pode ser provocada por eventos como descargas atmosféricas ou na entrada momentânea de grandes cargas elétricas.
Já o chamado pique de energia acontece quando há uma queda rápida e brusca da tensão. Esse fenômeno pode durar alguns segundos e geralmente é causado por fatores externos ou falhas momentâneas. Apesar do incômodo, o mecanismo de proteção do sistema elétrico é fundamental para que o fornecimento seja retomado com segurança.
Pique de luz não um defeito
Ao contrário do senso comum, o pique de luz não representa um defeito na rede elétrica. Ele é uma resposta automática diante situações como o contato de um galho com a fiação durante tempestades. Nesses momentos, a tensão cai rapidamente e os equipamentos de proteção atuam para evitar danos permanentes à estrutura da rede. Esse processo inclui o religamento automático, que interrompe e restabelece o fornecimento em poucos instantes.
Semáforo piscando não significa falta de energia
Outro equívoco frequente envolve os semáforos que passam a operar piscando suas luzes. Em muitos casos, o acionamento do “flash” ocorre devido a falhas nos próprios equipamentos de controle da sinalização, alertando os motoristas. Além disso, oscilações na rede podem provocar o travamento do sistema eletrônico dos semáforos, mesmo sem desligamento da energia.
Interrupção localizada não é apagão
A falta de energia ocorre quando há um problema pontual, como acidentes envolvendo postes, queda de árvores, manutenções programadas ou falhas restritas a um trecho da rede.
O apagão, por outro lado, é um evento de grandes proporções, que afeta regiões extensas e pode atingir vários municípios ou estados, estando relacionado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Diferença entre redes de 110 V e 220 V
No Brasil, os padrões de tensão mais comuns são 127 volts, popularmente conhecido como 110 V, e 220 volts. Ambos são utilizados de forma segura e fazem parte do sistema regular de distribuição de energia.
Equipamentos desenvolvidos para funcionar em uma ou outra tensão, quando possuem a mesma potência, apresentam o mesmo consumo elétrico. O que muda é o comportamento da corrente elétrica: em redes de 220 volts, a corrente necessária para alimentar o aparelho é menor, enquanto nas redes de 127 volts ela é mais elevada.