As dinâmicas culturais podem impulsionar ou comprometer o desenvolvimento integral da sociedade. O maior risco surge quando subculturas — orientadas por interesses particulares — passam a conduzir processos decisivos, relativizando o bem comum e penalizando, sobretudo, os pobres e vulneráveis. Isso se evidencia quando o debate político se reduz a disputas ideológicas e polarizações estéreis, produzindo retrocessos e estagnação.
Distanciada do diálogo e da prioridade do bem comum, a política torna-se espaço de hostilidades e interesses hegemônicos, frequentemente movidos pelo lucro. A linguagem, em vez de favorecer o discernimento, passa a ser usada para destruir o outro, alimentando uma subcultura que valoriza a autopromoção e a desqualificação de quem pensa diferente. Tal lógica cega a sociedade para suas reais necessidades.
Sociedades mais desenvolvidas compartilham a compreensão de que o bem-estar individual está inseparavelmente ligado ao bem de todos. Não é aceitável o luxo de poucos diante da precariedade de muitos, nem políticas que beneficiem apenas grupos privilegiados. A incapacidade de administrar diferenças e reconhecer a dignidade comum gera desequilíbrio social, corrupção, desperdício de recursos e degradação ética.
O desejo desmedido de possuir mais alimenta desigualdades, violência e adoecimentos, incluindo a depressão individual e social. Enfrentar esses males exige a construção de uma cultura de paz, relações mais igualitárias e o combate às subculturas que esvaziam a política, fragilizam identidades e impedem investimentos duradouros. Urge um processo contínuo de conscientização e mudança, ancorado na justiça e na solidariedade, para promover o verdadeiro desenvolvimento integral.