O zelo pelo bem comum é um princípio ético-moral fundamental para orientar as relações sociais, políticas e institucionais, garantindo a paz, a justiça e o respeito inegociável à dignidade humana. Ele sustenta ordenamentos jurídicos justos e promove uma sensibilidade social que rejeita qualquer violação dos direitos humanos. Desconhecer ou relativizar esse princípio compromete a paz, abre espaço para violência, ideologias excludentes e desvarios políticos que ferem o sentido civilizatório do bem de todos.
O bem comum possui caráter educativo e corretivo, orientando cidadãos, governantes e instituições a superarem injustiças, irracionalidades e conivências. Nesse horizonte, os direitos humanos ocupam lugar central, pois têm sua raiz na dignidade da pessoa humana e em Deus, sendo universais, invioláveis e inalienáveis, conforme a Doutrina Social da Igreja. Esses direitos não dependem da vontade individual ou do Estado, mas da própria natureza humana.
O respeito aos direitos humanos é expressão concreta do zelo pelo bem comum e condição para o verdadeiro progresso das sociedades, dos povos e das nações. Os direitos das nações derivam dos direitos humanos vividos comunitariamente, incluindo o direito à existência, à cultura, à língua, à autodeterminação e à educação das novas gerações, sempre com respeito às minorias.
O bem comum não é a soma de interesses individuais, mas a dimensão social do bem moral. Toda sociedade autêntica deve servir ao ser humano, promovendo justiça, paz, solidariedade, serviços essenciais, proteção ambiental e liberdade religiosa. O zelo pelo bem comum é, assim, um compromisso cotidiano de toda cidadania responsável e caminho para uma nova convivência civilizatória.