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Louis Vuitton leva seu famoso Monogram para a maquiagem

Pat McGrath e Nicolas Ghesquière assinam coleção de edição limitada

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Maquiagem edição limitada Louis Vuitton
Louis Vuitton leva seu famoso Monogram para a maquiagem • Louis Vitton | reprodução

O Monogram da Louis Vuitton já apareceu em malas, bolsas, roupas e acessórios ao longo de 130 anos. Agora, um dos símbolos mais reconhecidos da grife francesa chega também à maquiagem. A nova coleção de La Beauté Louis Vuitton transforma o padrão criado no fim do século 19 em cores, embalagens e produtos para olhos e lábios.

A edição limitada reúne Pat McGrath, diretora criativa de cosméticos da Louis Vuitton, e Nicolas Ghesquière, responsável pelas coleções femininas da marca. É a primeira colaboração desse tipo apresentada desde que a grife entrou de maneira mais ampla no mercado de maquiagem.

O lançamento foi construído a partir de duas interpretações do Monogram: Dune e Infrarouge. Cada uma ganhou uma combinação própria de cores e acabamentos, aproximando o universo da moda do ritual de maquiagem.

Monogram Dune e Infrarouge chegam à maquiagem

As duas versões partem do mesmo símbolo, mas seguem direções bastante diferentes.

Monogram Dune trabalha uma cartela mais suave, inspirada em tonalidades do deserto. Bege, dourado, marrom e nuances luminosas aparecem em uma proposta mais neutra. Monogram Infrarouge segue para cores mais intensas, com vermelhos profundos, vinho e tonalidades escuras.

Cada universo inclui produtos para olhos e lábios. A coleção reúne paletas LV Ombres, batons LV Rouge e bálsamos LV Baume, todos apresentados em embalagens desenvolvidas especialmente para a edição limitada.

O Monogram não aparece apenas estampado do lado de fora. A ideia foi transportar elementos visuais associados à Louis Vuitton para a própria experiência de beleza, aproximando maquiagem, moda e design.

A colaboração também nasce de uma relação profissional que já existia. Pat McGrath trabalha nos bastidores dos desfiles da Louis Vuitton há mais de duas décadas e participa da construção dos visuais de beleza apresentados nas passarelas.

Pat McGrath transforma moda em maquiagem

A entrada de Pat McGrath na direção criativa de cosméticos colocou uma das profissionais mais conhecidas da maquiagem internacional no comando da expansão da Louis Vuitton nesse mercado.

A primeira linha La Beauté chegou com 55 cores de batom, dez bálsamos labiais e oito paletas de sombras. O número 55 dos batons foi escolhido como referência às letras LV representadas em algarismos romanos.

A nova edição limitada avança em uma direção diferente. Em vez de simplesmente acrescentar novas cores ao catálogo, ela parte diretamente de um código histórico da grife.

Na página oficial da Louis Vuitton, a coleção é apresentada como um diálogo entre McGrath e Ghesquière. Os dois universos também se estendem a pequenos artigos de couro e acessórios ligados à maquiagem, incluindo estojos para batom e pequenas nécessaires.

A conexão faz sentido dentro do histórico da marca. Muito antes de vender maquiagem, a Louis Vuitton já produzia malas e estojos destinados ao transporte de perfumes, espelhos, pincéis e objetos de beleza.

Maquiagem também virou objeto de luxo

A coleção ajuda a mostrar uma transformação importante no mercado de beleza de luxo. Batom, sombra e bálsamo deixam de ser apresentados apenas pelo desempenho da fórmula e passam a carregar características normalmente associadas a bolsas, relógios e acessórios de grife.

Isso aparece principalmente nas embalagens. Os produtos foram concebidos para receber refis, permitindo conservar o estojo e substituir apenas a maquiagem depois que ela termina.

A estratégia também muda a relação com o preço. Na edição limitada, as paletas de sombras chegam a US$ 340 no mercado internacional, enquanto produtos para os lábios alcançam US$ 195. Os valores colocam a coleção em uma faixa muito acima da maior parte das marcas tradicionais de maquiagem.

O preço elevado não está ligado somente à quantidade de produto. Design, materiais, Monogram e exclusividade fazem parte daquilo que está sendo vendido. A maquiagem passa a funcionar também como objeto de coleção.

Essa aproximação entre cosmético e acessório ajuda a explicar por que grandes casas de moda ampliaram sua presença no mercado de beleza. Produtos menores permitem levar códigos reconhecíveis de uma grife para objetos usados diariamente.

No caso da Louis Vuitton, o movimento ganha uma camada adicional porque o Monogram é justamente um dos elementos mais identificáveis da marca. Depois de atravessar mais de um século ligado principalmente às malas e bolsas, ele passa agora para sombras, batons e bálsamos.

A edição limitada mostra que a entrada da Louis Vuitton na maquiagem não ficou restrita ao lançamento de uma nova categoria de produtos. A grife começa a usar nesse mercado a mesma lógica que construiu em torno de seus acessórios: transformar design, identidade visual e exclusividade em parte central do objeto.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.

 

 

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