A União Europeia lançou nesta quinta-feira (10) o Fundo Europeu para a Reconstrução da Ucrânia, uma iniciativa voltada para estimular investimentos nos setores de energia, transportes, indústria e matérias-primas essenciais no país devastado pela guerra. O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante uma conferência internacional em Roma, na Itália, que reúne líderes mundiais e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“Estou particularmente feliz em anunciar o maior fundo de participação acionária em nível global para apoiar a reconstrução da Ucrânia”, afirmou Von der Leyen. Segundo ela, o objetivo é usar recursos públicos como alavanca para atrair capital privado em larga escala, garantindo apoio contínuo à recuperação da economia ucraniana.
O novo fundo será operado em parceria com Alemanha, França, Itália, Polônia e o Banco Europeu de Investimentos. Von der Leyen manifestou confiança na adesão de outros países à iniciativa, destacando que “o povo ucraniano está pronto para liderar a economia de seu país rumo ao futuro. É hora de investir”.
Durante o evento, também foi anunciado um pacote adicional de apoio financeiro no valor de 2,38 bilhões de euros (aproximadamente R$ 15,6 bilhões), envolvendo acordos com instituições financeiras internacionais. A soma inclui 1,8 bilhão de euros em garantias para empréstimos e 580 milhões em subsídios, com a expectativa de mobilizar cerca de 10 bilhões de euros (R$ 65,7 bilhões) em investimentos. Os recursos devem ser direcionados à reconstrução de moradias, reabertura de hospitais, retomada de empresas e garantia do fornecimento de energia.
Em paralelo, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu que a Rússia seja responsabilizada financeiramente pela destruição causada no território ucraniano. Costa também cobrou avanços no processo de adesão da Ucrânia à União Europeia. “A ampliação do bloco é o investimento geopolítico mais estratégico da UE em termos de paz, segurança e prosperidade”, declarou.
*Com ANSA