Mais de 800 pessoas foram executadas no Irã desde o início de 2025, informou a ONU, nesta sexta-feira (29). A Organização acusa o regime de usar a pena de morte como “instrumento de intimidação estatal”.
De acordo com o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, houve “um aumento significativo” nas execuções apenas no primeiro semestre do ano. A porta-voz Ravina Shamdasani, afirmou que pelo menos 841 pessoas foram executadas até 28 de agosto.
Ela alertou também que o número real pode ser ainda maior devido à falta de transparência do governo iraniano. Só em julho, o país registrou pelo menos 110 execuções, o dobro do mesmo período em 2024.
Para a ONU, esse crescimento evidencia um padrão de uso sistemático da pena capital para intimidar a população.
Shamdasani condenou a realização de execuções públicas, com sete casos documentados em 2025, prática que classificou como “uma afronta à dignidade humana”.
Segundo ela, atualmente 11 pessoas correm risco iminente de execução, incluindo seis acusados de rebelião armada por suposta ligação com o grupo opositor no exílio Mujahedines do Povo do Irã.