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Ucrânia abre mercado de armas para países aliados em meio à guerra com a Rússia

Iniciativa permitirá a compra direta de equipamentos militares fabricados no país e busca ampliar os recursos para as Forças Armadas

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Presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski • Wojtek Radwansky / AFP

A Ucrânia anunciou o lançamento de um mecanismo que permitirá a países parceiros comprar armas e tecnologias militares ucranianas, com o objetivo de ampliar os recursos destinados ao financiamento das Forças Armadas do país, mais de três anos após o início da invasão russa.

"Os países com os quais a Ucrânia firmou acordos intergovernamentais nessa área terão a possibilidade de comprar armas e tecnologias ucranianas e trabalhar diretamente com os fabricantes do país", anunciou o ministro da Transformação Digital, Mykhailo Fedorov, em mensagem publicada no Telegram.

Desde o início da guerra, a Ucrânia depende de seus aliados ocidentais para o fornecimento de diversas categorias de armamentos. Ao mesmo tempo, o país desenvolveu tecnologias próprias em alguns setores, especialmente nas áreas de drones e sistemas de combate a drones.

Segundo Fedorov, o objetivo da iniciativa é "atrair investimentos e, ao mesmo tempo, garantir que as necessidades das Forças Armadas ucranianas continuem sendo atendidas com prioridade".

"A exportação só será autorizada depois que as necessidades do Exército ucraniano estiverem garantidas", acrescentou. De acordo com a primeira-ministra Yulia Svyrydenko, entre 20% e 30% da receita obtida com essas exportações será destinada a um fundo especial do orçamento do Estado voltado ao desenvolvimento da indústria de defesa ucraniana.

A preparação da iniciativa havia sido anunciada em setembro de 2025 pelo presidente Volodimir Zelensky, que, na ocasião, mencionou a possibilidade de vender drones produzidos na Ucrânia aos Estados Unidos. Segundo estimativas do Instituto Kiel para a Economia Mundial, a Ucrânia recebeu mais de 214 bilhões de euros em ajuda dos países europeus e outros 115 bilhões de euros dos Estados Unidos desde o início da guerra, em 2022.

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