Desabrigados após terremotos dormem em barracas em parque de Caracas, na Venezuela
Milhares de venezuelanos estão desabrigados uma semana após fortes terremotos e buscando abrigo em um parque da cidade e aguardando apoio das autoridades.

Milhares de venezuelanos seguem desabrigados uma semana após os terremotos que abalaram o país. Em Caracas, a capital da Venezuela, um dos principais parques da cidade se transformou em abrigo improvisado, com famílias, incluindo crianças e bebês, vivendo em condições precárias sob barracas.
A repórter da CNN Osmary Hernández mostrou a difícil realidade no local, descrevendo o parque como um ponto de refúgio para pessoas que perderam tudo ou tiveram suas residências parcialmente danificadas pelo poderoso duplo terremoto que causou grandes estragos em diferentes partes do país. Os abalos, que deixaram mortos e centenas de feridos, também levaram ao parque aqueles que, mesmo com as casas de pé, sentem medo de retornar aos lares.
Luis Enrique González, encontrado pela repórter sentado sob uma árvore com um bebê de dois meses no colo por causa do calor intenso, relatou a devastação. "A casa que se nos derrubou se partiu pela metade — um lado foi e o outro ficou", disse ele, acrescentando que, por sorte, nenhum dos sete moradores estava em casa no momento do tremor.
Questionado sobre o futuro, o homem demonstrou incerteza: "Ainda não pensamos no futuro porque não sabemos o que vem pela frente." Ao ser perguntado sobre o que pedia às autoridades, foi direto: "Que nos ajudem, que nos deem condições para sobreviver e um lugar para nos estabelecer e viver, porque agora estamos em uma situação em que não temos onde morar."
Outra moradora que se encontrava no parque, Yelkys Delgado, também relatou o drama vivido por sua família. "Nos afetou muito, porque as casas foram arrasadas e temos filhos pequenos", disse ela, que está no local com a mãe, irmãs e quatro filhos — com idades de dois, dez, 12 e 15 anos —, além de uma sobrinha de dois meses.
Apesar da situação difícil, ela demonstrou gratidão por estarem vivos: "Damos graças a Deus que estamos aqui, porque, lamentavelmente, muita gente morreu." Segundo Osmary, o número de vítimas fatais é alto e o parque é apenas um dos pontos onde foram instalados abrigos para os afetados pelos terremotos. No local, homens, mulheres e crianças aguardam uma resposta definitiva das autoridades.
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