Terremotos na Venezuela: número de mortos sobe para 2.295; resgates diminuem
Número de resgates oficiais caiu drasticamente nos últimos dias e necrotérios têm dificuldades para lidar com a grande quantidade de vítimas

O governo da Venezuela divulgou que o número de mortos pelos terremotos que atingiram o país subiu de 1.943 para 2.295 nesta quarta-feira (1º). Aproximadamente 11 mil pessoas foram contabilizadas como feridas neste último balanço — o dobro divulgado na segunda (29), que apontava 5.034.
Dois terremotos atingiram a região norte da Venezuela, em sequência, na noite da última quarta-feira (24). Os tremores foram os mais fortes registrados no pais em mais de 100 anos. Uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU apontou que mais de seis milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos abalos sísmicos. A entidade ainda estima que 50 mil pessoas podem estar desaparecidas.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, disse, em pronunciamento, que há 12.841 pessoas afetadas pela tragédia. Especialistas afirma que os números divulgados representam uma subnotificação significativa, uma vez que mais corpos são retirados dos escombros diariamente, enquanto os necrotérios têm dificuldades para lidar com a grande quantidade de vítimas.
Número de resgates cai
O número de resgates oficiais caiu drasticamente nos últimos três dias, segundo o governo: de 5.380 pessoas salvas nos dois primeiros dias após os terremotos, para apenas quatro pessoas encontradas vivas na segunda (29) pelas autoridades.
O período considerado crucial para encontrar sobreviventes de terremotos é de, normalmente, 48 a 72 horas. Mas, é possível que vítimas sobrevivam por mais tempo, dependendo de fatores como temperatura e acesso a água ou comida.

[contact-form][contact-field label="Name" type="name" required="true" /][contact-field label="Email" type="email" required="true" /][contact-field label="Website" type="url" /][contact-field label="Message" type="textarea" /][/contact-form]
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



