Trump suspende ataque planejado ao Irã mas mantém Forças Armadas em prontidão
Ofensiva estava agendada para ocorrer já nesta terça-feira (19); decisão foi tomada após um pedido dos líderes de Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (18) a suspensão de um ataque militar em grande escala planejado contra o Irã. A ofensiva estava agendada para ocorrer já nesta terça-feira (19).
Segundo Trump, a decisão de abortar a operação de última hora atendeu a um apelo conjunto e direto de três das principais lideranças do Golfo Pérsico: o Emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani; o Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman; e o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Os líderes árabes argumentaram que a ofensiva colocaria em risco negociações diplomáticas que entraram em uma fase crucial.
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O recuo foi comunicado pelo presidente norte-americano em sua rede social, a Truth Social. Na publicação, Trump destacou que os aliados do Golfo acreditam piamente na costura de um tratado abrangente que atenda aos interesses de Washington.
"Fui solicitado pelo Emir do Catar, pelo Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita e pelo Presidente dos Emirados Árabes Unidos a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã. Isso porque negociações sérias estão em andamento e, na opinião deles, um acordo será firmado, o qual será muito aceitável para os EUA e para todos os países do Oriente Médio", afirmou o presidente.
Trump fez questão de enfatizar a principal contrapartida exigida pela Casa Branca nas conversas de bastidores: "Este acordo incluirá, e é importante ressaltar, a proibição de armas nucleares para o Irã!"
Ainda nesta segunda (18), Trump afirmou que o Irã está “ansioso” para fechar um acordo com Washington em meio às negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio. A declaração foi dada em entrevista publicada nesta segunda-feira (18) pela revista Fortune.
Forças Armadas em prontidão máxima
Apesar do gesto diplomático em respeito aos apelos dos países árabes, o líder norte-americano deixou claro que a suspensão não significa um cancelamento definitivo e manteve o tom de ameaça contra Teerã.
Trump informou que já instruiu o Secretário da Guerra, Pete Hegseth, o Chefe do Estado-Maior Conjunto, General Daniel Caine, e as demais Forças Armadas a interromperem os preparativos para a terça (19), mas com uma ordem expressa de alerta: as tropas devem estar prontas para prosseguir com um ataque em larga escala a qualquer momento caso a via diplomática fracasse.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



