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Atentados com bomba deixam 18 feridos em local próximo ao hotel de Macron na Síria

Os artefatos explodiram 'enquanto preparativos estavam em andamento' para desarmá-los

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Fernando Macron, presidente da França.
Marcel Crozet | Pouteau.

Ao menos 18 pessoas ficaram feridas durante dois atentados com bomba em Damasco, na Síria, nesta terça-feira (7), em uma área próxima ao hotel onde está hospedado o presidente da França, Emmanuel Macron.

O presidente francês já havia deixado o hotel e prossegue com sua visita, conforme indicado pelo Palácio do Eliseu.

O Ministério do Interior sírio informou que 18 pessoas, incluindo quatro policiais, ficaram feridas após a explosão de duas bombas caseiras. Uma delas foi colocada em um veículo perto do Hotel Four Seasons e a outra em um contêiner de lixo a cerca de 200 metros de distância.

Os artefatos explodiram "enquanto preparativos estavam em andamento" para desarmá-los, afirmou o ministério.

"Vi três guardas de trânsito feridos no chão antes da área ser evacuada e as vias de acesso serem fechadas", disse Hamam Hammoud, funcionário de uma casa de câmbio, à AFP.

Macron já havia deixado o hotel para se encontrar com seu homólogo sírio, Ahmed al-Sharaa, no palácio presidencial. Segundo dois jornalistas da AFP que acompanhavam a delegação, o comboio presidencial francês não ouviu as explosões.

Mais cedo, o presidente francês havia se reunido com representantes da sociedade civil no hotel.

Repórteres da AFP viram janelas do Ministério do Turismo, localizado em frente ao luxuoso Hotel Four Seasons, estilhaçadas pelas explosões, além de vestígios de sangue e fragmentos de metal nas proximidades.

Um forte esquema de segurança foi montado no local, onde também chegaram ambulâncias.

O incidente ocorreu no segundo e último dia da visita de Macron à Síria, o primeiro líder ocidental a visitar o país desde a queda de Bashar al-Assad e a tomada do poder por uma coalizão islamista no final de 2024.

O presidente francês tinha agendado uma reunião com Al-Sharaa — que foi jihadista no Iraque e na Síria quando jovem — para discutir a reconstrução do país e reiterar sua mensagem de "unidade" e "pluralidade" da Síria.

"País de trânsito para o petróleo"

Diversos líderes de empresas francesas fazem parte de sua delegação, incluindo o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, que afirmou nesta terça-feira que a Síria poderia se tornar um "importante país de trânsito para o petróleo procedente do Iraque com destino ao Mediterrâneo" e oferecer "rotas alternativas" para o Estreito de Ormuz.

Al-Sharaa também enfatizou a "importância da geografia síria" como uma potencial alternativa à crucial rota marítima para o trânsito de hidrocarbonetos, que ficou praticamente fechada durante a guerra entre Irã e Estados Unidos.

"A Síria recuperou seu papel vital como elo indispensável no corredor comercial global, e queremos que a França seja nosso principal parceiro nessa jornada", declarou o líder islamista em um fórum econômico com seu homólogo francês e representantes de ambos os países.

A viagem de Macron ocorre poucos dias após a morte de 10 pessoas em um atentado com bomba em um café no centro de Damasco. O país enfrenta um frágil processo de pacificação após mais de 13 anos de guerra civil.

*Com AFP

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