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Trump volta a dizer que Estados Unidos deveriam controlar a Groenlândia

Presidente dos EUA afirma que território é estrategicamente vital para a segurança norte-americana; declarações sobre a ilha acontecem desde o ano passando, indicando ainda que poderia comprar a Groenlândia

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O presidente dos EUA, Donald Trump • Official White House Photo by Molly Riley.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou, mais uma vez, nesta terça-feira (7), o desejo de que o país controlasse a Groenlândia. Para o republicano, o território é estrategicamente vital para a segurança norte-americana. Entretanto, Trump disse, ainda, estar ciente que um possível movimento prejudicaria a relação dele com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Durante uma reunião bilateral, antes da cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, Donald Trump argumentou que a Dinamarca não investiu adequadamente na Groenlândia e alertou que a localização da ilha a torna cada vez mais importante para a segurança nacional dos EUA, a medida que China e Rússia expandem a presença militar no Ártico.

"A Groenlândia não ajuda a Dinamarca, a Dinamarca não gasta dinheiro para realmente ajudar a Groenlândia, mas ela é uma parte importante para os Estados Unidos e está cercada por navios chineses e russos, e isso não vai acontecer", disse o presidente norte-americano. "A Groenlância deveria ser contralada pelos Estados Unidos, não pela Dinamarca", concluiu Trump.

Trump e Groenlândia

Não é de hoje que Donald Trump expressa o desejo de controlar a ilha. No ano passado, ele disse que poderia comprar o território, ao invés de invadir.

A ilha Groenlândia, cobiçada pelos EUA • AFP
A ilha Groenlândia, cobiçada pelos EUA • AFP

No início deste ano, o presidente dos Estados Unidos chegou a afirmar que a anexação do país com a Groenlância aconteceria "de alguma forma ou outra". Enquanto isso, o premiê da ilha, Jens-Frederik Nielse, reiterou, na época, que não aceitaria o desejo dos Estados Unidos de controlar o território ártico "sob nenhuma circunstância".

Donald Trump já havia se recusado a descartar uma ação militar para adquirir a Groenlândia, mas passou a defender um acordo-quadro de longo prazo durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, no início de 2026.

Mesmo assim, autoridades do governo seguem deixando em aberto a possibilidade de medidas mais agressivas, com o mesmo argumento de que a Groenlândia é essencial para a segurança dos Estados Unidos.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.